Saúde Ministro da Saúde diz que fim da ADSE é "disparate" e acusa privados de tacticismo

Ministro da Saúde diz que fim da ADSE é "disparate" e acusa privados de tacticismo

Adalberto Campos Fernandes assegura que os cenários aventados sobre o fim da ADSE são um "disparate" e acusou os privados de "táctica negocial" ao assumirem a possibilidade de atenderem os beneficiários nas mesmas condições, mas fora da convenção.
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Lusa 26 de janeiro de 2018 às 12:08
O ministro da Saúde classificou esta sexta-feira, 26 de Janeiro, de "disparate" um eventual fim da ADSE e disse que a hipótese de os hospitais privados atenderem os beneficiários nas mesmas condições, mas fora da convenção, não passa de uma "táctica negocial".

"Não vamos ser tremendistas, nem comentar táctica negocial", disse Adalberto Campos Fernandes aos jornalistas, à margem das XXI Jornadas de Infecciologia que decorrem em Lisboa.

O ministro falava a propósito da nova tabela de preços com que a ADSE pretende pagar os serviços prestados pelos prestadores convencionados, a qual os privados já consideraram "incomportável".

Em entrevista à agência Lusa, o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP), Óscar Gaspar, revelou que estas unidades de saúde estão a estudar uma forma de os beneficiários da ADSE continuarem a ter acesso aos serviços, nas mesmas condições, mas sem ser através do subsistema de saúde dos funcionários públicos.

Segundo Óscar Gaspar, "pode haver soluções que permitam, ainda que não no regime convencionado, que os mesmos beneficiários tenham acesso à rede".

"Estamos a procurar soluções que permitem que os beneficiários da ADSE continuem a poder ter acesso, nas mesmas condições, aos nossos hospitais", sublinhou.

Confrontado com esta ideia, o ministro disse não encontrar razões para comentar: "Francamente, parece-me que se trata de táctica negocial. Só poderemos avaliar o que acontece no final de Fevereiro e ver o que está em cima da mesa em termos de negociação", disse.

"Alguns agentes, incompreensivelmente, procuram fazer a negociação pelos jornais. não é correto, não faz sentido, mas é um direito que lhes assiste", adiantou.



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