Zona Euro Ministro das Finanças quer mecanismo europeu para o crédito malparado

Ministro das Finanças quer mecanismo europeu para o crédito malparado

O ministro das Finanças afirmou hoje que a economia europeia tem tudo para ser bem-sucedida e defendeu a conclusão da União Bancária, o Fundo Europeu de Garantia de Depósitos e soluções para o crédito malparado.
Ministro das Finanças quer mecanismo europeu para o crédito malparado
Bruno Simão/Negócios
Lusa 25 de maio de 2017 às 07:40

Num artigo de opinião publicado no jornal Público, intitulado "Um ponto de viragem para Portugal: construir o futuro com base na confiança, Mário Centeno afirmou: "Sabemos onde actuar, devemos completar a União Bancária, o Fundo Europeu de Garantia e depósitos e encontrar soluções adequadas e estruturais para o crédito malparado".

 

"Devemos definir políticas que promovam o crescimento e a convergência na Europa, como um mecanismo de apoio europeu face ao desemprego que permita a afectação de recursos financeiros de acordo com o ciclo económico e tendo sempre em vista a convergência. Partilharemos sucessos e riscos de forma equilibrada, partilhando benefícios e responsabilidades", adiantou.

 

Na sequência da saída de Portugal do Procedimento por Défice Excessivo, o ministro afirmou que "os portugueses e toda a Europa devem orgulhar-se pelo que foi conquistado em Portugal após um período difícil de ajustamento".

 

O governante começou por dizer que "a saída de Portugal do Procedimento por défice excessivo é um passo decisivo para um futuro mais próspero. Para um futuro em que o crescimento económico e a criação de emprego tragam mais justiça social".

 

"Este momento marca, pois, um rumo que exigirá empenho e rigor e produzirá resultados", acrescentou.

 

O ministro referiu que "Portugal apresenta uma situação orçamental equilibrada e sustentável, num contexto de crescimento económico que assegura uma redução continuada da dívida publica em percentagem do PIB [Produto Interno Bruto] e agora em diante".

 

Mário Centeno lembrou que Portugal "faz parte de uma das maiores aéreas económicas e mundiais" e que a "área do euro está a recuperar dolorosamente da recessão devido à falta de investimento e de procura".


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mais votado Anónimo Há 1 dia

Um mecanismo europeu para o crédito malparado seria tão somente mais um mecanismo para isentar de culpas e responsabilidades o excedentarismo, a corrupção e demais formas de iníquo e insustentável despesismo que capturaram o Estado, a economia e a sociedade na República Portuguesa.

comentários mais recentes
Quando um governo adquire estatuto na Há 17 horas

UE baseado na seu trabalho e na solidez das suas contas, o respeito desses parceiros é o reconhecimento disso mesmo.É o caso deste governo que tem conseguido ser ouvido e convidado a resolver os seus assuntos na base dessa confiança mutua. Passamos de "pedintes" a parceiros respeitados e escutados

Anónimo Há 20 horas

SE O DR CENTENO É O RONALDO DO ECOFIN, COMO DIZ O MINISTRO ALEMÃO, ACHO QUE O GOVERNO DEVERIA COBRAR PELA TRANSFERÊNCIA PARA A EQUIPA DO EUROGRUPO, NO CASO DE SE CONCRETIZAR.
NÃO SERIA BOM CONTACTAREM O JORGE MENDES?

Anónimo Há 21 horas

Quiseram pôr o Estado a salvar os bancos de retalho detidos por privados para salvar bancários, seus sindicatos, pensões e mais alguns interesses muito duvidosos. E tudo isto para quê? Para que esses bancos de retalho concedessem crédito às empresas não foi certamente porque isso nunca mais aconteceu nem pelos vistos acontecerá. Estes bancos resgatados em vez de se reestruturarem e transformarem em bancos de investimento, organizações fintech, firmas de gestão de investimentos, sociedades de capital de risco e private equity, foram e continuam a ir pelo caminho mais fácil e mais insustentável do crédito ao consumo e à habitação concedidos à legião de excedentários de carreira sindicalizados no país da UE onde o capital está já quase todo aplicado e transformado em prédios e pouco ou nada em máquinas que criem valor sob a forma de bens e serviços transaccionáveis à escala global de elevado valor acrescentado.

Anónimo Há 1 dia

Não se entendem as causas da crise e a necessária transformação evolutiva da economia sem perceber isto: "We will gradually enter a time where having a lifetime employment based on tasks that are not justified will be less and less sustainable - we're actually already there." - Emmanuel Macron www.msn.com/en-gb/video/other/french-civil-servants-no-more-jobs-for-life/vi-AAeGlDD

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