Ambiente Ministro do Ambiente admite subida do preço da água mas não em 2018

Ministro do Ambiente admite subida do preço da água mas não em 2018

O ministro do Ambiente admitiu hoje que o preço da água possa vir a subir, mas garante que as tarifas se vão manter no próximo ano, porque "já estão aprovadas"
Ministro do Ambiente admite subida do preço da água mas não em 2018
Bloomberg
Lusa 23 de novembro de 2017 às 11:19

À margem da conferência anual do BCSD - Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável Portugal, o ministro João Matos Fernandes disse aos jornalistas que "é fundamental falar em eficiência hídrica, e o preço é um factor quando se fala em eficiência".

 

O ministro lembrou que "as tarifas de 2018 já estão aprovadas", mas que é preciso repensar o seu preço "em tempos de escassez".

 

"Nos últimos anos tem-se falado muito em eficiência energética, este é o tempo de percebemos que tem se de falar de eficiência hídrica", sublinhou o governante, lembrando que o país vive tempos de escassez e que "não há maneira de produzir mais energia".

 

O ministro falava aos jornalistas à margem da conferência anual do BCSD Portugal, que este ano tem como tema "Como crescer e criar emprego numa economia neutra em carbono? Pensar Portugal em 2030".

 

João Matos Fernandes saudou a missão do BCSD e a forma como esta associação "consegue agir para transformar mentalidades".

 

A BSCD - Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável é uma associação que agrega e representa empresas que se comprometem activamente com a sustentabilidade.

 

Governo admite reduzir quantidade de água que empresas podem captar

 

O ministro anunciou também que o Governo admite reduzir a quantidade de água que as empresas que fazem descargas nos rios podem captar, no âmbito de uma reavaliação a todas as licenças atribuídas.

 

"Vamos reavaliar todas as licenças. É um trabalho que se faz uma a uma", afirmou o ministro João Pedro Matos Fernandes, à margem de uma conferência em Lisboa, acrescentando que "em Janeiro ou Fevereiro o trabalho deverá estar concluído".

 

"Em algumas licenças, em alguns sectores e em algumas zonas mais críticas, [as empresas] podem ter que reduzir a quantidade de afluentes que podem rejeitar ou reduzir a quantidade de água que podem captar, afirmou.

 

O ministro sublinhou que as licenças passadas a estas empresas têm em conta "um dia, uma semana ou um mês padrão" e que, por isso, prevêem a possibilidade de serem revistas em baixa em caso de seca ou fenómenos climáticos excepcionais.




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