Ministro da Economia: Combate ao desemprego passa por revisão da legislação, medidas de emprego e formação
13 Junho 2012, 09:15 por Lusa
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O ministro da Economia considerou hoje que o combate ao desemprego passa pela alteração da legislação laboral, por políticas activas de emprego e por formação adequada e disse que 93.268 mil desempregados foram encaminhados para acções de formação.
"O desemprego combate-se com a alteração da legislação laboral, com políticas activas de emprego, todas as medidas estão a ser aceleradas, e com formação", disse Álvaro Santos Pereira na Comissão Parlamentar de Trabalho, onde foi ouvido ao longo da tarde.

Santos Pereira falou de várias medidas activas de emprego em curso, nomeadamente o "Impulso Jovem", o programa "Vida Ativa" e o "Estimulo 2012" e foi questionado e criticado pelos deputados da oposição sobre os resultados previsíveis, em termos de emprego efectivo, dos apoios concedidos à contratação ou dos estágios profissionais.

O ministro, que referiu diversas vezes a importância do acordo de concertação social de Janeiro para as reformas em curso, defendeu que a revisão da legislação de trabalho "é fundamental para o país", porque "vai dinamizar o mercado de trabalho".

O governante salientou repetidamente a importância da formação e do ensino técnico-profissional como forma de aumentar a empregabilidade e a qualificação e referiu que o Governo conta alargar, ainda este ano, o sistema dual de aprendizagem a 30 mil jovens.

"Esperamos integrar 50.000 jovens neste sistema dual de aprendizagem até o final da legislatura", disse o ministro.

Neste sistema os jovens conciliam o ensino na escola com a aprendizagem laboral na empresa.

O final da audição parlamentar do ministro da Economia foi marcado com uma questão do deputado comunista Bruno Dias sobre a situação da Carris, empresa tutelada pelo Ministério da Economia, onde alegadamente têm sido instaurados processos disciplinares a trabalhadores que são dirigentes e activistas sindicais, com vista ao despedimento.

O ministro da Economia respondeu que "não há perseguição a dirigentes sindicais, nem na Carris nem noutras empresas públicas".

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