União Europeia Montenegro prevê aderir oficialmente ao euro em 2021

Montenegro prevê aderir oficialmente ao euro em 2021

Anterior aliado da Rússia, Montenegro vai entrar na NATO em Junho e quer agora aderir à União Europeia e entrar na Zona Euro de forma oficial, tendo já uma data em mente.
Montenegro prevê aderir oficialmente ao euro em 2021
Bloomberg
Negócios com Bloomberg 09 de maio de 2017 às 15:54

O Montenegro pretende seguir o caminho de outros membros da antiga Jugoslávia e entrar na União Europeia e aderir oficialmente ao euro.

 

O objectivo passa por aderir oficialmente à moeda única europeia dentro de quatro anos. "2021 pode ser o ano", afirmou o primeiro-ministro Dusko Markovic (na foto) em entrevista à Bloomberg.

 

A confirmar-se esta adesão ao euro, terá características particulares, uma vez que Montenegro adoptou o euro como a sua moeda, de forma unilateral. O marco alemão era a divisa utilizada antes pelo país, tendo em 2012 sido substituído pelo euro, sem que a União Europeia e o Banco Central Europeu tivessem colocado objecções.

 

A intenção de aderir à União Europeia surge a poucos dias de Montenegro entrar na NATO (prevista para 5 de Junho), num passo que foi visto como um desafio à Rússia, antiga aliada do país.

 

"Faremos tudo o que for possível para que tal aconteça", afirmou Markovic, acreditando que será possível "definir um modelo em que no momento em que passarmos a fazer parte da União Europeia, possamos também ser um membro oficial da Zona Euro".

 

Com o escalar da tensão geopolítica na antiga Jugoslávia, Montenegro tem optado por estreitar as relações com a União Europeia e com os Estados Unidos, sendo que o actual Governo acusou a Rússia de ter tentado organizar um golpe de Estado e o assassinato do antigo primeiro-ministro, Milo Djukanovic, durante as eleições de Outubro do ano passado.

 

Com 600 mil habitantes, Montenegro separou-se da Sérvia em 2006, estando a passar por um período de forte crescimento económico (o PIB deverá crescer acima de 3% em 2017) e estabilização nos mercados financeiros (a "yield" das obrigações a 10 anos está abaixo dos 4%).




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