Conjuntura Montepio antecipa desemprego abaixo de 8% este ano

Montepio antecipa desemprego abaixo de 8% este ano

O Departamento de Estudos do Montepio melhorou as estimativas para o desemprego em 2017 e 2018 e manteve as projecções para o crescimento do PIB no final do ano passado.
Montepio antecipa desemprego abaixo de 8% este ano
Bruno Simão
Rita Faria 15 de janeiro de 2018 às 15:35

O Montepio está mais optimista em relação à evolução da taxa de desemprego em Portugal, antecipando agora que deverá baixar a barreira dos 8% este ano.

Num relatório divulgado esta segunda-feira, 15 de Janeiro, o Departamento de Estudos do Montepio revê em baixa as estimativas para o desemprego em 2018 de 8,2% para 7,9%, uma projecção mais positiva do que a do próprio Governo (8,6%) e do Fundo Monetário Internacional (8,4%). O Banco de Portugal, contudo, espera uma redução ligeiramente superior para 7,8%.

Também para 2017, o banco melhorou as suas previsões, depois de a taxa de desemprego ter caído, em Novembro, de 8,4% para 8,2%. A evolução mais favorável do que o esperado levou o Montepio a cortar para 8,9% a estimativa para o conjunto do ano, sendo que a anterior projecção apontava para 9%.

"Em termos prospectivos, apontamos para uma nova diminuição da taxa de desemprego em 2017, estimando-se agora um valor médio de 8,9% (11,1% em 2016), ligeiramente abaixo dos 9,0% anteriormente estimados e estando agora em linha com os 8,9% estimados pelo Banco de Portugal (BdP) (15 de Dezembro) e pelo FMI (7 de Dezembro), afastando-se um pouco mais dos valores do Governo (9,2% no Orçamento do Estado para 2018)", referem os especialistas.

Quanto ao crescimento do PIB, o Montepio mantém as suas estimativas de uma subida entre 0,3% e 0,5% no quarto trimestre do ano passado, o que representa uma ligeira desaceleração face ao avanço de 0,5% observado nos três meses anteriores.

A projecção é suportada por dados "tendencialmente positivos" sobre a actividade, que incluem as leituras de Novembro da produção na construção, do volume de negócios nos serviços e do comércio externo, e as leituras de Dezembro dos indicadores de confiança da Comissão Europeia.




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Neves 15.01.2018

O problema é a qualidade do emprego

Anónimo 15.01.2018

As taxas de juro da dívida de muitos dos nossos congéneres europeus, os que combatem, através do mercado (sempre o mercado como regulador de excessos e desequilíbrios que saem muito caro no longo prazo e como principal fiel da balança do desenvolvimento que ser quão grande quanto sustentável) o sobreemprego e a má alocação de factores produtivos no geral, é negativa até 6 anos, e ainda há pouco o eram até 10 anos. De qualquer modo têm-se situado ao longo deste tempo todo bem em torno de 0% para uma maioria dos prazos. Portugal já está condenado, mais uma vez, a permanecer num segundo ou terceiro pelotão do desenvolvimento na OCDE graças ao fardo da dívida que subsidia excedentarismo, corrupção e demais despesismo.

Anónimo 15.01.2018

A má alocação de factor trabalho é que é o flagelo que destrói pela base a economia portuguesa. Não é uma taxa de desemprego mais elevada que, num Estado de Bem-Estar Social, representa sempre uma boa dose de prestações sociais e isenções de toda ordem. Se taxa de desemprego zero fosse sinónimo de criação consistente e sustentável de valor numa economia para benefício do Estado e de toda a sociedade com consequente enriquecimento generalizado da população, tanto a Coreia do Norte como a Venezuela já teriam sido coroadas como prósperas economias exemplares invejadas pelo mundo inteiro.

Anónimo 15.01.2018

Onde se enfiaram os laboriosos ofertantes de factor trabalho que preencha a grande procura actual pelo mesmo nos sectores da restauração e da hotelaria em Portugal? Na AT, no ISS, nas secretarias (e não só) de hospitais, escolas públicas, autarquias, juntas de freguesia, empresas públicas etc. Isto é má alocação de factores produtivos e conduz invariavelmente ao empobrecimento, ao atraso e à falta de soberania. Isto é o Chavismo-Madurismo em acção a grassar por terras lusas. https://www.dn.pt/dinheiro/interior/restauracao-e-alojamento-querem-40-mil-trabalhadores-9023155.html

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