Conjuntura Montepio prevê taxa de desemprego abaixo da meta do Governo

Montepio prevê taxa de desemprego abaixo da meta do Governo

O Montepio reviu em baixa a estimativa para a taxa de desemprego em Portugal este ano, que se situa agora uma décima abaixo do antecipado pelo Governo e pelo FMI.
Montepio prevê taxa de desemprego abaixo da meta do Governo
Ricardo Castelo
Nuno Carregueiro 14 de Novembro de 2016 às 16:14

A taxa de desemprego em Portugal vai baixar para 11,1% este ano, de acordo com as novas estimativas do Departamento de Estudos do Montepio, que representam uma revisão em baixa de uma décima face à anterior projecção.

 

A nova estimativa do Montepio está agora abaixo da previsão do Governo e do FMI, que antevêem uma descida menos acentuada da taxa de desemprego, para 11,2% este ano.

 

Independentemente dos valores no final do ano, certo parece que 2016 será o terceiro ano de descida da taxa de desemprego. Atingiu 16,2% em 2013, caiu para 13,9% em 2014 e voltou a baixar para 12,4% no ano passado.

 

A nova previsão do Montepio surge depois de a taxa de desemprego no terceiro trimestre ter descido três décimas para 10,5%, o valor mais baixo desde o terceiro trimestre desde de 2009.

 

"Com esta descida, a taxa de desemprego prosseguiu a tendência de queda que vem a evidenciar desde que atingiu níveis máximos históricos (17.5%, no 1.º trimestre de 2013), uma tendência de alívio que interrompe um período de deterioração que se verificava desde que a crise do euro alastrou a Portugal e, no seu encalço, veio o programa de ajustamento", refere o Montepio, assinalando contudo que "a taxa de desemprego permanece historicamente muito elevada, depois de ter apresentado uma evolução desproporcionada face à queda do PIB durante a recessão, continuando a constituir um dos principais constrangimentos para a economia portuguesa".

 

Para 2017 o Montepio aponta para uma nova descida da taxa de desemprego, para 10,5%, um valor que se encontra acima da estimativa que o Governo incluiu na proposta do Orçamento do Estado (10,3%).




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