Economia Moody’s coloca fundo de resgate do euro sob perspectiva negativa (act.)

Moody’s coloca fundo de resgate do euro sob perspectiva negativa (act.)

Depois de ontem ter tomado a decisão de passar de estável para negativo o "outlook" da Alemanha, Holanda e Luxemburgo, hoje a agência de rating deu mais um passo para mostrar as suas reticências perante a crise do euro e também reduziu a perspectiva que tem para o FEEF.
Carla Pedro 25 de julho de 2012 às 00:53
A Moody’s anunciou que reduziu a perspectiva que tem para o fundo temporário de resgate da Zona Euro (FEEF – Fundo Europeu de Estabilidade Financeira) de estável para negativa.

As perspectivas (“outlooks”) sobre os “ratings” são consideradas negativas ou positivas quando pode ocorrer uma alteração nos 6 a 24 meses seguintes, sendo que entre as principais agências o tempo médio de possibilidade de modificação seja habitualmente de 12 a 18 meses.

Já o credit watch (sob vigilância) significa que a alteração pode ocorrer no curto prazo, geralmente nos 90 dias que se seguem.

A Moody’s baixou assim a perspectiva do FEEF – destinado a coexistir durante algum tempo com o fundo permanente de resgate, o MEE [Mecanismo Europeu de Estabilidade]) – a reflectir a decisão tomada ontem, no mesmo sentido, relativamente aos “outlooks” para a Alemanha, Holanda e Luxemburgo. Isto devido à crescente incerteza na Zona Euro e à forte probabilidade de ser necessário avançar com mais ajudas externas, o que penalizará os Estados-membros mais fortes, que são os que têm a notação máxima.

Há neste momento seis países do euro com ‘Aaa’, o “rating” mais elevado atribuído pela Moody’s. Destes, a agência continua a ter uma perspectiva estável apenas para a notação soberana da Finlândia, por a considerar mais protegida que os seus pares, devido ao facto de exigir colaterais nos novos resgates. Para os restantes cinco, a Moody’s reduziu ontem de estável para negativa a perspectiva que tem para os “ratings” soberanos de longo prazo da Alemanha, Holanda e Luxemburgo, depois de já ter feito o mesmo, em Fevereiro, para a França e Áustria.

Quanto às avaliações do programa de emissão de dívida do FEEF, a Moody’s sublinhou que as mantém inalteradas.



A sua opinião7
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
comentários mais recentes
A Moody's, S&P e Fitch entraram decididamente em 25.07.2012


Esta Moody's, assim como as suas congéneres norte-americanas Standard & Poors e Fitch, no seu concluiu ignóbil e rasteiro com o capitalismo sem rosto internacional, que pretende manter o dólar como moeda-rainha, ao nível do mundo, o qual não aceita a "sombra" que a moeda única (o Euro) lhe vem fazendo, esta Moddy's, dizia eu, e as suas duas irmãs-gémeas, como vêem que o seu trabalho de sapa contra o Euro e a favor do dólar não está a resultar, como quereriam, estão a entrar em desespero e passaram agora a disparar em todas as direcções.

Já nem o Fundo Europeu de Estabiliadde Financeira (FEEF) escapa.

Só há uma coisa de que, vergonhosamente, estas agências se esquecem ...
É de apontar as suas baterias para o "rating" do próprio Estado dos EUA, o país que tem a maior Dívida do planeta e cuja política imperial apenas consegue ir sobrevivendo, cada vez com menos gás, tão só do papel, sem qualquer valor, (dólares) que as impressores da FED não param de imprimir, durante vinte e quatro sobre vinte e quatro horas.

Quando esta bolha rebentar, vai haver tanta trampa pelo espaço que irá chegar à própria Lua.
Será assim uma espécie de primeiro Apocalipse.

Uma notícia de leitura muito interessante :
http://dissidentex.wordpress.com/2008/12/30/crise-financeira-americana-a-impressao-de-moeda/

tinytino 25.07.2012

Agências de rating, armas de destruição maciça da concorrência

Atento e realista 25.07.2012

a Moody´s está a empurrar a Srª Merkel para as Eurobonds. Se a Alemanha não tomar medidas em breve então ire-mos assistir a fortes medidas de austeridade na Europa que podem criar fortes convulsões sociais. Ou seja : possiveis guerras civis pois o povo quando passa fome parte para a guerra. Eurobonds já.

Salvador Costa 25.07.2012

1- Com a Espanha à beira do abismo, a Moody`s intensifica a sua guerrilha contra o euro. Nada de novo no mundo da guerra entre o dólar e o euro.2- A questão principal não é a atuação mafiosa da Moody`s, mas a do BCE.3- Os EUA só conseguiram submergir da crise de 2008 pela injecção massiva de dólares na economia.4- Porque razão o BCE não abranda a pressão esmagadora sobre a Zona Euro?. Porque razão está a precipitar Espanha num resgate avultado?

ver mais comentários
pub