Obrigações Moody’s elogia gestão activa da dívida mas alerta para vulnerabilidade de Portugal

Moody’s elogia gestão activa da dívida mas alerta para vulnerabilidade de Portugal

A Moody’s enaltece os esforços de gestão da dívida pública feitos por Portugal, mas o seu valor total continua “muito elevado” e deixa o país mais exposto a mudanças no sentimento dos investidores.
Moody’s elogia gestão activa da dívida mas alerta para vulnerabilidade de Portugal
Bloomberg
Sara Antunes 05 de fevereiro de 2018 às 12:57

Depois de o Governo ter anunciado mais um reembolso antecipado ao Fundo Monetário Internacional (FMI), a Moody’s emitiu uma nota onde realça os pontos positivos e negativos. Por um lado, tem havido uma gestão de dívida activa que tem melhorado o perfil de crédito de Portugal, por outro o valor da dívida total do país continua muito elevado, deixando o país mais vulnerável às oscilações no sentimento dos investidores.

 

"As políticas do Governo de gestão activa da dívida melhoraram a resiliência do perfil de dívida" do país. "Por exemplo, as obrigações do governo português representam apenas menos de metade da dívida total do Estado", tendo em conta os valores de Novembro de 2017, realça a Moody’s na nota emitida esta segunda-feira, 5 de Fevereiro.

 

A agência salienta que "os testes de stress [feitos pela Moody’s] sugerem que é difícil gerar um aumento significativo no custo médio da dívida no curto prazo", ainda assim, "a carga total de dívida continua a ser muito elevada face aos pares, em cerca de 127% do PIB e esperamos que as taxas de juro da dívida soberana continuem mais sensíveis a mudanças no sentimento dos investidores do que a maioria dos países periféricos europeus", acrescenta.

Esta nota surge depois de o Governo ter anunciado mais um pagamento antecipado, agora no valor de 800 milhões, ao FMI. "Este pagamento conclui a autorização pedida e permite pagar a totalidade da tranche mais cara do empréstimo ao FMI", explicou o secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, no dia 22 de Janeiro. O mesmo responsável adiantou que fica ainda por pagar um total de 4,5 mil milhões de euros ao FMI com uma taxa de juro a rondar 1%.


A Moody's é actualmente a única agência de "rating" que ainda tem Portugal na categoria de "lixo", algo que poderá ter os dias contados, já que está previsto que a Moody's emita uma nota de análise em Abril, altura em que deverá melhorar a notação financeira do país.




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Alvaro Há 2 semanas

O sucesso do IGCP não tem nada a ver com a geringonça. O IGCP muito simplesmente faz bem o seu trabalho. Agora, o problema é que mesmo se o serviço da dívida melhora, a dívida em si (valor absoluto e não percentagem do PIB) continua altíssima e a componente volátil do PIB nacional (nomeadamente o turismo) é cada vez maior sendo o seu crescimento acelerado ainda muito recente para se poder medir a sua consistência a longo prazo.
Por outro lado Portugal ainda não é um destino apetecível para o investimento internacional a longo prazo e de alto valor acrescido (a concorrência internacional pelos FDI é rude e envolve as maiores economias mundiais). Esse apetite exige nomeadamente estabilidade fiscal, leis laborais claras e perenes, recursos humanos, etc. e, não nos esqueçamos, uma perceção positiva do investimento privado.

General Ciresp Há 2 semanas

So um cego e q ainda nao viu e portugal tem-nos em abundancia.A ELITAGE dos 70 gerigonca manda a casalinho ao mercado MENDIGAR dizendo q e para trocar os juros da divida publica,mas o certo e q do total q a casalinho MENDIGA vao entre 5 a 8% para esse fim e o resto e para encher a gamela dos 70.

Anónimo Há 2 semanas

Efetivamente o IGCP tem mérito na gestão da dívida, substituindo a de taxas altas por outra de taxas baixas, mas o principal mérito vem do BCE ao comprar dívida em força baixando assim a taxa. Se não fosse a conjuntura europeia favorável e o setor do turismo!!! Mas é cíclico.

General Ciresp Há 2 semanas

Estes "MAS'aplicados ao deficiti lex vem sempre em tom de 'VERTIGENS".Desgracadamente nao lhe aparece uma unica vez a pagina sem NODOAS.

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