Conjuntura Moody’s revê em alta perspectivas de crescimento para a Zona Euro

Moody’s revê em alta perspectivas de crescimento para a Zona Euro

A agência de notação financeira prevê agora que a área do euro cresça 2,1% este ano e 1,9% em 2019. A Zona Euro deverá ser impulsionada pela economia germânica, para a qual a Moody’s aponta um crescimento de 2,2% este ano.
Moody’s revê em alta perspectivas de crescimento para a Zona Euro
Reuters
Ana Laranjeiro 30 de agosto de 2017 às 11:47

A Zona Euro vai registar um "crescimento superior ao potencial este ano e no próximo" estima a Moody’s, agência de notação financeira, no seu Global Macroeconomic Outlook. As previsões da agência de "rating" foram assim revistas em alta e a expectativa é que o produto interno bruto (PIB) da área do euro como um todo avance 2,1% este ano e 1,9% em 2018.

Os motores desta expansão económica assentam na Alemanha mas também na França e na Itália, cujas previsões de crescimento foram igualmente revistas em alta. A economia germânica, a maior economia da Zona Euro (que este mês de Setembro vai ter eleições e Angela Merkel tem uma probabilidade elevada de vir a exercer uma quarto mandato como chanceler, a acreditar nas últimas sondagens) deve crescer 2,2% este ano e 2% em 2018.

No caso da França, cujo novo presidente, Emmanuel Macron, tomou posse em Maio, as estimativas económicas são também positivas. A Moody’s estima que o PIB gaulês avance 1,6% tanto este ano como no próximo, com a "recuperação a continuar no caminho" certo "impulsionada pelas exportações líquidas e pelo investimento". Anteriormente, as previsões apontavam para uma subida do PIB de 1,3% este ano e 1,4% no próximo.

A economia italiana deve crescer em 2017 e em 2018 1,3%, de acordo com as mais recentes previsões da agência de notação financeira. Este valor para o PIB reflecte uma revisão em alta face as estimativas anteriores, que anteviam que o crescimento económico fosse de 0,8% este ano e de 1% em 2018. "Em Itália, a Moody’s espera que a recuperação vá continuar a beneficiar do apoio de políticas orçamentais e monetárias, bem como, do forte crescimento no resto da União Europeia", pode ler-se na página da agência.

"Os indicadores robustos nos países da área do euro sugerem que o crescimento deve acelerar durante o resto do ano, enquanto o indicador de confiança dos consumidores está em máximos de 16 anos, o que são boas perspectivas para a recuperação impulsionada pelo consumo", disse Madhavi Bokil, vice-presidente da Moody’s e autor do documento, cuja declaração está presente no site da agência.

Por outro lado, a economia norte-americana, a maior do mundo, sofre uma revisão em baixa, com as estimativas a apontarem agora para uma expansão de 2,2% (anteriormente a expectativa era de uma subida de 2,4%) este ano e de 2,3% em 2018 (previam antes uma expansão de 2,5%). "A revisão em 2017 é o resultado de um desempenho mais fraco no primeiro semestre do ano. As previsões de crescimento mais baixas para 2018 reflectem as expectativas para estímulos orçamentais mais modestos do que anteriormente era assumido".

No documento, a agência aponta ainda que a política monetária nos Estados Unidos "deve continuar a ser apertada este ano e no próximo". Quanto à política monetária na Zona Euro, as previsões da Moody’s apontam para esta se torne mais suave no próximo ano desde que "a dinâmica de crescimento continue intacta".




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comentários mais recentes
ó SR NUNO AMADO ACORDE e MEXA - SE Há 3 semanas

ó sr NUNO AMADO no seu LUGAR eu já TINHA ENTREGUE o BCP ao SANTANDER pois se o SR não conseque TRAVAR esta PALHAÇADA que já vai NUM MÊS SEGUIDO

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