Conjuntura Morgan Stanley mais do que duplica estimativa de crescimento da economia

Morgan Stanley mais do que duplica estimativa de crescimento da economia

O banco de investimento mais do que duplicou a estimativa de crescimento da economia portuguesa para o próximo ano, numa nota onde realça que, apesar das melhorias, o ritmo de expansão continua fraco.
Morgan Stanley mais do que duplica estimativa de crescimento da economia
Sara Antunes 28 de novembro de 2016 às 23:10

"Revimos as nossas previsões de crescimento, mas o ritmo de recuperação permanece aborrecido. A consolidação orçamental está a acontecer, mas a situação económica deverá continuar sob escrutínio apertado pelas agências de ‘rating’ assim como pelos mercados", realça o Morgan Stanley numa nota publicada esta segunda-feira, 28 de Novembro.

 

"A não ser que o ritmo de reformas acelere novamente, o crescimento potencial deve permanecer limitado a um nível baixo e a economia vulnerável a choques", alerta o banco de investimento nos factores-chave associados a Portugal, num relatório sobre a Zona Euro.

 

Apesar dos alertas, o Morgan Stanley reviu significativamente as suas estimativas para Portugal. Em Outubro, as previsões do banco de investimento apontavam para que o produto interno bruto (PIB) crescesse 0,7% este ano e 0,5% no próximo. As novas previsões apontam para um crescimento de 1,3% este ano e de 1,2% em 2017. No ano seguinte, o ritmo de expansão deverá voltar a abrandar para 1%.

 

A previsão de crescimento do Morgan Stanley para este ano é melhor do que a do Executivo de António Costa, que aponta para uma previsão de 1,2%.


"A economia portuguesa ainda tem falta de músculo de um corredor e, a não ser que se envolva novamente numa rotina de treino focada em reformas de longo alcance, vai continuar a crescer a uma velocidade mais lenta."

 

O Morgan Stanley antecipa que o consumo privado continue a crescer mas com um ritmo cada vez mais lento. Por outro lado o investimento deverá recuperar, ainda que "lentamente" para um ritmo de corrida.

 

O banco prevê ainda que a taxa de desemprego deverá descer progressivamente para 9,7% em 2018, só recuando nesse ano para um nível abaixo dos 10%.

 

Quanto à dívida, esta deverá aumentar este ano para 129,8% do PIB, recuando para 129,2% em 2017 e para 127,4% no ano seguinte.

 

Segundo estas expectativas, o Governo deverá conseguir cumprir as metas do défice, com o Morgan Stanley a antever um défice de 2,5% este ano, 1,9% em 2017, e 1,6% em 2018.


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mais votado Anónimo 29.11.2016


IGUALDADE PARA TODOS

Os cortes nas PENSÕES ATUAIS devem, obrigatoriamente, ser IGUAIS aos cortes nas PENSÕES FUTURAS!

comentários mais recentes
Anónimo 30.11.2016

Este JN está pejado d camaradas angariados pela geringonça!É só boas notícias! Da dívida ninguém fala sabendo nós q foi a tx de juros a 7% q levou Sócrates/TSantos chamar a troika!Se BCE deixar de comprar dívida pública a tx juro começa a subir e rapidamente chega aos 7%! Não é assim meninos/as?

Anónimo 30.11.2016

desesperado está o Passos

Anónimo 30.11.2016

CAMILO! O QUE DIZES A ESTES "ANALFABETOS" DA MORGAN? ALGUÉM DEVE ANDAR A FAZER MAL AS CONTAS. O NICOLAU E A MORGAN AINDA SÃO MAIS OPTIMISTAS QUE O GOVERNO! OU SERÁ QUE TAMBÉM JÁ FAZES PARTE DO GOVERNO SEM SABERES? ACORDA!!!

pertinaz 29.11.2016

NOTÍCIA FALACIOSA

DEIXEM DE ESCREVER E MOSTREM OS NÚMEROS EM SEQUÊNCIA

VAMOS A CAMINHO DO ABISMO

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