Política Morreu Bernardino Gomes, fundador do PS

Morreu Bernardino Gomes, fundador do PS

Bernardino Gomes, fundador do PS e chefe de gabinete do ex-primeiro-ministro Mário Soares, morreu hoje de madrugada aos 72 anos.
Morreu Bernardino Gomes, fundador do PS
Lusa 30 de Outubro de 2016 às 16:21

Chefe de gabinete de Soares, Bernardino Gomes (na foto, o terceiro a contar da esquerda na fila de baixo), licenciou-se em Ciências Políticas pela Universidade de Lovaina, Bélgica, e foi director do Gabinete de Estudos e Planeamento do Ministério dos Negócios Estrangeiros, após o 25 de Abril de 1974.

Investigador da área das relações internacionais, é autor, com Tiago Moreira de Sá, do livro "Carlucci vs. Kissinger -- Os EUA e a Revolução Portuguesa", sobre o papel dos Estados Unidos na revolução, e foi, durante anos, administrador da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento (FLAD).
 

Durante o período revolucionário, de 1974 a 1975, Bernardino Gomes testemunhou as relações do PS e de Mário Soares com o então embaixador norte-americano, Frank Carlucci.

O diplomata norte-americanos em Lisboa discordava da "teoria da vacina", do secretário de Estado, Henry Kissinger, segundo a qual, se Portugal caísse para os comunistas, serviria de exemplo a não seguir por países como Espanha e Itália.

Com Mário Soares foi um um dos fundadores do PS, em Bad Munstereiffel (República Federal Alemã), a 19 de Abril de 1973, que resultou da transformação em partido da Acção Socialista Portuguesa (ASP).
 

Uma das suas últimas posições políticas públicas foi, juntamente com mais 24 fundadores do PS, a declaração de apoio à candidatura de António Costa à liderança do partido, em 2014.

 

Segundo o jornal digital Observador, corpo de Bernardino Gomes estará hoje, a partir das 19:00, em câmara ardente na igreja de Santo António do Estoril, e o funeral realiza-se na segunda-feira para o cemitério de Cascais, depois de uma missa na mesma igreja, às 12:30.




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comentários mais recentes
resistente Há 1 semana

E o Soares e o velho maçõn "pai do SNS" nunca mais se despacham ? Ao todo quantos ainda faltam ? Espero que morram com a consciência bem pesada dos "serviços" prestados á Pátria.

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