Zona Euro Moscovici: Centeno tem as condições para liderar Eurogrupo mas não é o único

Moscovici: Centeno tem as condições para liderar Eurogrupo mas não é o único

O comissário dos Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, considera que o Eurogrupo precisa de um presidente que seja "forte e bom líder”. Não há favoritos e não é certo que seja um socialista a liderar o grupo dos ministros das Finanças da Zona Euro.

Negócios 28 de novembro de 2017 às 09:11

A pouco menos de uma semana de terminarem as candidaturas para a presidência do Eurogrupo, o comissário dos Assuntos Económicos diz que há "vários candidatos" com "as condições requeridas" para ocupar o cargo. "E, Mário Centeno está certamente entre eles", afirmou em declarações à TSF.

 

Pierre Moscovici salvaguarda que "pode não ser óbvio que seja um socialista a presidir ao Eurogrupo" e mesmo que seja um socialista, Centeno "não é o único que pode lá chegar. Isso terá de ser decidido antes de quinta-feira".

 

As candidaturas a presidente do Eurogrupo estão abertas até 30 de Novembro. Os nomes serão conhecidos no dia 1 de Dezembro e a eleição está agendada para segunda-feira, 4 de Dezembro, dia em que decorre uma reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro.

 

"Penso que devia haver pelo menos um bom candidato para presidir ao Eurogrupo, porque este grupo precisa de liderança. Nunca é fácil. É muito importante ter um forte e bom líder, que esteja dedicado ao projecto europeu e que saiba que ao mesmo tempo é preciso ter seriedade e flexibilidade", afirmou o comissário europeu à TSF.

 

Moscovici admitiu que "gostaria de poder trabalhar com o Mário [mas também com] Pier Carlo [Padoan] ou quem quer que seja o presidente do Eurogrupo. Porque há [potenciais] candidatos muito bons".

 

Moscovici afastou ainda a possibilidade de ele próprio ser candidato a presidente do Eurogrupo. "Eu não sou candidato. Eu pensei e continuo a acreditar que devemos avançar para a fusão entre a Comissão em funções e a presidência do Eurogrupo. Mas isto ainda não está preparado. Isto tem de ser incluído no pacote [de reforma da União Económica e Monetária]."




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