Finanças Públicas Moscovici sobre Portugal: “Estamos satisfeitos" com o défice

Moscovici sobre Portugal: “Estamos satisfeitos" com o défice

O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros não quis fazer comentários sobre a possível saída de Portugal do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE), mas disse que Bruxelas estava "satisfeita" com a evolução das contas públicas.
Moscovici sobre Portugal: “Estamos satisfeitos" com o défice
Reuters
Nuno Aguiar 11 de maio de 2017 às 10:33

A Comissão Europeia publicou esta quinta-feira, 11 de Maio, as suas previsões de Primavera, estimando que o défice português fique em 1,8% do PIB este ano, uma perspectiva mais optimista do que há três meses. Os valores abrem a porta à saída do PDE, mas Bruxelas ainda não se quis comprometer.

"Uma regra é uma regra. Não vou comentar decisões que ainda não foram tomadas", afirmou Pierre Moscovici, durante a conferência de imprensa desta manhã. "A Comissão abordará em breve a situação portuguesa."

O défice português ficou bastante abaixo de 3% em 2016 (2%) e a Comissão espera que assim continue pelo menos até 2018, uma condição obrigatória para a saída do PDE. No entanto, uma dúvida ensombra estas perspectivas: o impacto da recapitalização da Caixa Geral de Depósitos no défice orçamental português. Essa avaliação está a cargo do Eurostat e, caso se confirmem previsões mais negativas, poderá empurrar o défice deste ano para valores acima de 3%, o que levantaria obstáculos à saída do procedimento. 

Moscovici não quis abordar o tema directamente, mas deu a entender que a Comissão acha que Portugal está no bom caminho. "O défice de 2016 validado pelo Eurostat foi 2%, o que é abaixo de 3% e abaixo da exigência de 2,5% do Conselho. São boas notícias, significa que os esforços estão a dar frutos", apontou. "Estamos satisfeitos que o défice esteja a cair. É um bom sinal."

Até ao final deste mês, a Comissão Europeia terá de se pronunciar sobre uma eventual saída de Portugal do PDE. O Governo português e o Presidente da República têm-se mostrado optimista sobre essa possibilidade, sublinhando a importância dessa decisão. Portugal está no procedimento desde 2009. 

Veja as previsões para a economia portuguesa em cinco gráficos:




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mais votado Anónimo 11.05.2017

É generalizado. A conjuntura mundial é boa. Só países em guerra é que este ano e no próximo não crescem. A questão está na qualidade e adequabilidade do mix de factores produtivos alocados que variam muito de governo para governo, deixando nuns casos a respectiva economia com fortes vectores de equidade e sustentabilidade futura e noutros com fortes vectores de iniquidade e insustentabilidade futura. "A economia grega deverá retomar o crescimento este ano e consolidar o mesmo em 2018, depois da interrupção da recuperação no quarto trimestre de 2016, segundo as previsões da primavera da Comissão Europeia, hoje divulgadas em Bruxelas.

Assim, o Produto Interno Bruto (PIB) da Grécia deverá crescer 2,1% este ano e 2,5% em 2018,"

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Estão a preparar outra bancarrota 11.05.2017

Estão a engordar os bancos, aumentar rendimentos, com aumentos de produção que não chegam para estes gastos! Mais uma vez... com o PS o que cresce verdadeiramente no país é a divida, em lugar da produção!

Anónimo 11.05.2017

Os floreados do governo levam a crer que a economia está a crescer e o défice a baixar,mas será que é a realidade do país e é sustentável.Claro que não e enquanto as reformas estruturais não forem uma realidade com enfoque na redução da despesa pública,este país não passa de um pedinte na Europa.

Anónimo 11.05.2017

A manutenção de juros baixos, que é uma medida perfeitamente aceitável no contexto inerentemente deflacionista (aumentavam-se juros no passado, por vezes tremendamente, para combater a inflação em economias "sobreaquecidas") das economias avançadas do mundo desenvolvido motivado pelo progresso da tecnologia e o preço decrescente das matérias-primas, tem de ser encarado como resultado do corrente processo de substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital. Dito isto, estes juros baixos servem como incentivo a este processo de substituição. Economias que usam este incentivo e esta conjuntura para se sobreendividarem por via do excedentarismo, da remuneração excessiva e injustificável de factor trabalho muito acima do preço de mercado e portanto encetando um caminho oposto ao processo de substituição descrito anteriormente estão a criar e a adensar futuros problemas de equidade e sustentabilidade para as suas populações. E não há dúvida que a portuguesa é uma delas.

Anónimo 11.05.2017

E O DIABO DO DROGADO?

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