IVA Movimento "Frente Cívica" reclama descida do IVA da electricidade
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Movimento "Frente Cívica" reclama descida do IVA da electricidade

Sendo a energia eléctrica um bem essencial, e tendo passado o período de assistência financeira, o IVA deve voltar a ser reduzido, reclama a plataforma liderada por Paulo Morais.
Movimento "Frente Cívica" reclama descida do IVA da electricidade
Filipe Farinha/Correio da Manhã
Negócios 22 de junho de 2017 às 09:12

Três anos depois do fim do período de assistência financeira, não faz sentido que um bem tão essencial como a energia continue a pagar IVA à taxa de 23%. O entendimento é da plataforma "Frente Cívica", que escreveu à Assembleia da República para desafiar os deputados a reverterem "uma das medidas mais dolorosas para a económica nacional adoptadas com alguma irreflexão nos últimos anos".

A missiva é assinada por Paulo Morais e Mário Frota, dois dos rostos deste movimento de cidadãos, escreve esta quinta-feira o Público, e reclama que a reposição da taxa de IVA nos 6% é "crucial para o reequilíbrio dos orçamentos das famílias, em particular das mais carenciadas" (e muitas continuam ainda arredadas da tarifa social) mas também "de suma importância para a consecução de ganhos de competitividade pelas empresas", dizem os autores.

Ao Público, Paulo Morais lembra ainda que "muitas famílias não têm aquecimento em casa no Inverno, mesmo de classe média", por causa do preço da energia eléctrica. E que "muitos idosos que sofrem de doença pulmonar crónica morrem todos os anos por falta de aquecimento e pelas condições de humidade das suas casas".

O apelo aos deputados não deverá, contudo, surtir efeito. O IVA na energia foi aumentado pelo Governo anterior, que em paralelo criou uma tarifa social para os mais pobres. O actual Governo não quer voltar a abrir mão desta receita adicional, e alargou o âmbito de aplicação das tarifas sociais, não parecendo disposto a ir mais longe.

Para o actual Governo, a margem de perda no IVA foi para a restauração, com o argumento de que estimularia o investimento e o emprego. 




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mais votado Anónimo Há 3 semanas

Em França, e mesmo tendo o Estado francês como maior accionista com cerca de 85% das acções da empresa, a maior companhia de electricidade, cotada na bolsa de valores onde dispersou parte do seu capital, está orientada para o mercado livre, aberto e concorrencial, despede 5100 excedentários, gera lucros impressionantes, distribui dividendos notáveis aos accionistas, e vende uma das electricidades mais baratas de toda a União Europeia. Em Portugal, a congénere, anti-mercado, mal gerida, sem qualquer consideração pelos clientes e pelos accionistas, nem tão pouco pelas autoridades reguladoras e económicas que capturou há muito porque o Estado português deixa-se sempre capturar por nefastos e obscuros interesses, negoceia os despojos do mercado que matou à nascença e se habituou a roubar. "EDF plans up to 5,100 job cuts in France: source" http://www.reuters.com/article/us-edf-layoffs-idUSKBN15G4AL

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Mr.Tuga Há 3 semanas

Os xuxas, geringonços e chinocas não deixam!

Apenas na hotelaria e rtestauração para beneficiar os TURISTAZECOS de 3ª e as múmias paraliticas com guita reformadas do norte da Europa!
Os tuga calam e pagam a RICO!

Anónimo Há 3 semanas

Ó Sr. Paulo Morais, não me desiluda! o IVA não tem que descer (pelo menos só na electricidade), mas se descer que seja em tudo. O que está mal são os CMEC e esses é que têm de acabar... o Sr. está a dar a volta ou quê?

Anónimo Há 3 semanas

Aproveito para colocar ao anónimo se sabe se os sobre-custos do tratamento e armazenamento dos resíduos nucleares das pelas centrais francesas são pagos pelos accionistas ou pelos contribuintes franceses? É que se forem pelos contribuintes então as suas contas são um pouco diferentes...

Anónimo Há 3 semanas

Quem aumentou o IVA foi o governo PaF, no parlamento foram apresentadas propostas para que o imposto regressasse à taxa intermédia. São 200 milhões de euros que podiam ser compensados com o combate à evasão fiscal... por isso no próximo orçamento apertem o controlo e no seguinte desçam o IVA...

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