IRS Mudanças no IRS podem beneficiar 1,5 milhões de famílias
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Mudanças no IRS podem beneficiar 1,5 milhões de famílias

Nas negociações com a esquerda, hoje avançadas pelo Público, o Governo está a equacionar propor o desdobramento do segundo escalão em dois e desagravar o terceiro. De fora do alívio ficam 100 mil famílias nos escalões superiores.
Mudanças no IRS podem beneficiar 1,5 milhões de famílias
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 28 de agosto de 2017 às 09:07
O Governo está a equacionar alterações no IRS que prevêem, na passagem do imposto para seis escalões, o desdobramento do segundo escalão e o desagravamento para o terceiro, que deverão significar uma redução de imposto para 1,5 milhões de famílias.

O exercício é noticiado pelo Público, que refere que este universo corresponde ao de contribuintes dos segundo e terceiro escalões.

Já as 100 mil famílias com rendimentos mais elevados (acima dos 40 mil euros) ficam de fora do alívio.

As alterações que estão a ser estudadas resultam, refere o diário, não só da pressão à esquerda como de fiscalistas que alertam para a desigualdade que seria o desdobramento do segundo escalão sem travar o efeito nos escalões de rendimento mais elevados. Em qualquer dos casos, as taxas de imposto não vão mudar.

A 7 de Junho, o ministro das Finanças tinha avançado com a intenção de desdobrar o segundo escalão e com esta solução conseguir o desagravamento fiscal. Agora parece ir mais além, ao admitir mexer no terceiro escalão, alargando assim o número de famílias que pode beneficiar da medida.

Espera-se que Mário Centeno apresente, no âmbito das negociações para o Orçamento do Estado de 2018, uma proposta que vá além dos 200 milhões de euros inicialmente apontados para suportar estas alterações, mas que o número ficará abaixo dos 600 milhões reclamados pelo Bloco.

O Público cita uma fonte socialista não identificada que diz que PCP e Bloco pretendem que as alterações sejam sentidas pela classe média das zonas urbanas de Lisboa e Porto e que o PS está de acordo.

Este fim-de-semana o líder socialista, António Costa, tinha prometido melhorar a progressividade e aumentar os escalões do IRS, mantendo a trajectória de controlo do défice, enquanto a líder do Bloco, Catarina Martins, se disponibilizou para "modelar os tectos nos escalões mais altos para que a recuperação seja maior nos mais baixos". O Bloco reúne esta terça-feira com o Governo para negociar a proposta orçamental.

Já o líder social-democrata Pedro Passos Coelho acusou o Governo de "fazer demagogia, propaganda e populismo" com o tema, destinado a "caçar votos" antes das eleições autárquicas, enquanto a presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, afirmou que "não houve nenhum virar de página na austeridade."



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mais votado fernandolucas Há 3 semanas

Enquanto uns se ensaboam com a espuma dos dias, o governo vai pedalando uma recuperação cujos resultados são evidentes. Basta manter o discernimento e perceber que o crescimento do PIB e do emprego são indicadores nucleares da retoma sustentada da economia.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Mais uma história da carochinha para caçar mais uns votos. Depois das eleições, afinal não é possível, blablabla porque não há dinheiro...
Siga a farra xuxulalista socrática...

Anónimo Há 3 semanas

Para pagar uma percentagem superior a 37,61% de IRS é preciso receber mais de 80640 euros anuais. Acho bem o governo estar preocupado com os escalões que afetam as familias até 50000 euros anuais... o resto pode vir depois... A direita amiga do patronato não quer nada disto.... claro...

Anónimo Há 3 semanas

Este governo trabalha para a classe média que é quem faz avançar o país. Se não gostam de ver a classe média a progredir e a melhorar o seu nível de vida é porque não querem ver Portugal evoluir como um país moderno e com uma economia estável e consolidada...

Anónimo Há 3 semanas

O "anónimo" do 39,5 IRS + 11 SS = 50,5, já agora podia adicionar os iva, isp, casas ao sol, sobre automóveis, etc. Seria curioso saber quanto sobrava.

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