Economia Mundial de Surf em Peniche terá gerado despesas de 7,9 milhões aos turistas

Mundial de Surf em Peniche terá gerado despesas de 7,9 milhões aos turistas

O Rip Curl Pro Portugal 2012, etapa do mundial de Surf realizada em Peniche terá gerado uma despesa directa dos turistas e dos participantes no evento de 7,9 milhões de euros com um impacto fiscal de perto de 926, 5 mil euros.
Mundial de Surf em Peniche terá gerado despesas de 7,9 milhões aos turistas
Miguel Baltazar/Negócios
Rita Dias Baltazar 18 de dezembro de 2012 às 19:47

A etapa do Mundial de Surf que decorreu em Portugal entre 10 e 21 de Outubro de 2012 terá gerado uma despesa directa dos turistas e dos participantes no evento de aproximadamente 7,9 milhões de euros com um impacto fiscal de perto de 926,5 mil euros em IVA, IRS e IRC. Os dados fazem parte do “Estudo do impacto do Rip Curl Pro 2012 Portugal” e foram obtidos partindo do valor médio de 130 mil espectadores. O estudo foi realizado pelo Grupo de Investigação em Turismo (GITUR) do Instituto Politécnico de Leiria.

 

Os portugueses continuam a estar em maior número na etapa do campeonato do mundo de surf, realizada em Peniche, representando 67,2% do total. O número de visitantes estrangeiros corresponde a 32,8% da amostra e provêm maioritariamente de Espanha, Reino Unido, Alemanha e França. Durante o campeonato verifica-se também a presença de mercados não tradicionais como EUA e Austrália.

 

As casas arrendadas foram o tipo alojamento preferido por 23,5% dos turistas inquiridos, seguindo-se os hotéis (18,5%), segundas residências (16%), casas de amigos/ familiares (11,1%), parques de campismo (9,3%), autocaravana (7,4%), hostel (6,8%) e “surf camps” (4,8%).

 

Na escolha dos hotéis, 51,6% dos entrevistados optou por hotéis de três estrelas e 29,5% elegeu hotéis de quatro estrelas.

 

Portugueses e estrangeiros mostram tendência para repetir visita ao evento, já que 50,6% dos inquiridos afirma ter assistido à edição de 2011, 41,2% e 32% às edições de 2010 e 2009, respectivamente.

 

O número de dias de presença no evento variou entre quatro e seis dias para os portugueses e entre quatro e cinco dias para estrangeiros. Em 2010, este intervalo situou-se entre quatro e sete dias e entre cinco e sete dias, respectivamente.

           

Perto de 18,5% dos estrangeiros entrevistados referiu que se deslocou ao País unicamente para o evento, não alargando a sua estadia.

 

À questão sobre se tencionam voltar a Portugal apenas 331 indivíduos responderam e destes, 286 (86,4%) fizeram-no afirmativamente. O surf foi a razão mais invocada para um possível regresso.

 

Os homens representaram 51% do total de indivíduos a assistirem ao evento, quando se consideram apenas os turistas portugueses. Restringindo a amostra aos turistas estrangeiros, a diferença de géneros acentua-se, correspondendo os elementos do sexo masculino a 56% do total.

 

A idade do público concentrava-se, principalmente, nos intervalos entre os 18 e os 24 e entre os 25 e os 35 anos.