Mundo Mundo enfrenta maior crise humanitária em 70 anos com quatro países em risco de fome

Mundo enfrenta maior crise humanitária em 70 anos com quatro países em risco de fome

O director do Programa Alimentar Mundial alertou hoje para aquilo que considera ser a maior crise humanitária em 70 anos, com mais de 20 milhões de pessoas no Iémen, Somália, Sudão do Sul e Nigéria em risco de fome.
Mundo enfrenta maior crise humanitária em 70 anos com quatro países em risco de fome
Lusa 25 de agosto de 2017 às 09:15

"Uma fome é uma situação rara. Quatro países à beira de fome ao mesmo tempo? Nunca se ouviu falar. Enfrentamos a maior crise humanitária em 70 anos, com 20 milhões de pessoas perto de morrer à fome em quatro países", disse David Beasley em entrevista à Lusa.

 

O americano, que foi nomeado para o cargo pelo secretário-geral, António Guterres, em Março deste ano, diz que a situação mais grave acontece no Iémen, onde perto de sete milhões de pessoas são incapazes de sobreviver sem algum tipo de ajuda alimentar.

 

"O país está à beira de colapso total. A má nutrição entre as crianças está a níveis altíssimos, impedindo uma geração inteira de alcançar todo o seu potencial. O sistema financeiro está em ruínas e grandes áreas do sector público, incluindo milhares de funcionários de saúde, não recebem os seus salários há quase 10 meses", explica.

 

Além da fome, o responsável diz que um surto de cólera tem atravessado o país, infectando milhares de pessoas e causando a morte de outras centenas.

 

"O surto está quase fora do controlo, com o sistema de saúde praticamente sem funcionar e o sistema imunitário de muitas pessoas enfraquecido devido a mal-nutrição desenfreada. Estive no Iémen no mês passado e vi crianças nos hospitais praticamente sem forcas para respirar. A escala da tragédia é imensa e de partir o coração", explica.

 

O Programa Alimentar Mundial, que faz parte da ONU, está também a trabalhar com a Organização Mundial de Saúde e com a UNICEF para estabelecer centros de tratamento de emergência para tratar e combater a cólera.

 

Além do Iémen, milhões de pessoas estão em risco de fome na Somália, no Sudão do Sul e na Nigéria. Beasley diz que a situação nestes países "infelizmente deve-se a conflitos provocados pelo homem."

 

"Em cada um destes países, facões em guerra têm posto a sua agenda à frente das pessoas. Guerra e violência devastam as vidas de milhões de pessoas, criando emergências de fome e doença a larga escala. Estes conflitos também dificultam o nosso acesso às pessoas que mais precisam, que estão frequentemente em áreas fora do nosso alcance", diz o responsável.

 

O político, que serviu como governador da Carolina do Sul pelo partido Republicano, diz que "até líderes de todo o mundo colocarem mais pressão sobre estes países para acabar com estes conflitos, a miséria e sofrimento humano vão continuar" e que a comunidade internacional "não terá qualquer hipótese de atingir o seu objectivo principal: zero fome até 2030."

 

Há vários meses que a ONU e diversas agências que a compõem denunciam o drama destes milhões de pessoas, mas apenas na semana passada o Conselho de Segurança aprovou uma resolução que reconhece o problema e promete apoio.

 

"A minha mensagem é simples: não podemos simplesmente deixar pessoas morrer de fome no mundo de hoje. Juntos temos de agir para salvar vidas agora. Todos podem apoiar a luta contra a fome hoje, indo até www.wfp.org e fazendo uma doação que salva vidas", conclui David Beasley.

 




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comentários mais recentes
Johnny Há 4 semanas

Tem fome ? olha não fodam tanto ! tem 10-20-30 filhos
E depois EU que os vou sustentar ? PTA QUE OS PRIU !
Cambada de chimpanzés

General Ciresp Há 4 semanas

Defacto e 1 realidade q nos deve preocupar a todos.Se ha 1 ditado que diz:todos os caminhos vao dar a Roma.Agora pode-se dizer:todo o refugiado procura o velho continente.Porque nao esta 1 homem forte no lugar do alinhado de porco burroterres,q peso tem esse falhado para o lugar q ocupa,igual c drag

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