Economia Não existe bolha no sector imobiliário em Portugal

Não existe bolha no sector imobiliário em Portugal

Apesar de os preços das casas estarem a aumentar, o economista-chefe do Santander Totta garante que não existe bolha no sector imobiliário nacional.
Não existe bolha no sector imobiliário em Portugal
Bruno Simão
André Cabrita-Mendes 21 de junho de 2017 às 09:00

Apesar dos preços das casas em Portugal estarem a regressar a níveis pré-troika não existe o risco de uma bolha imobiliária. A garantia foi dada pelo economista-chefe do Santander Totta que aponta que, apesar dos preços terem disparado,  o mercado está a funcionar normalmente devido ao crescimento da actividade económica.

"Quando nós olhamos para a dinâmica do crédito à habitação, apesar do crescimento forte, estamos com níveis de produção de crédito muito inferiores ao que tínhamos durante o boom do ciclo", disse Rui Constantino durante o painel "Investimentos em Portugal e na Europa - perspectivas" na conferência anual do Jornal de Negócios.

"Começamos a ver que há um desbloquear do mercado, as pessoas hoje sentem mais alguma estabilidade também do seu próprio rendimento e da segurança no posto de trabalho, o  que lhes permite fazer a troca de habitação que tinham pensado há algum tempo atras", apontou o responsável do Santander Totta.

Mesmo nos anos pré-crise, o mercado imobiliário não teve uma bolha, defendeu, e nem as casas sofreram uma queda pronunciada quando explodiu a crise económica e financeira. Apesar do preço das casas ter disparado quase 7% face a período homólogo no início do ano, o sector imobiliário em Portugal não vive uma bolha especulativa e um risco excessivo para a banca.

"Não diria que há este risco [bolha] porque vemos hoje uma alteração das políticas de concessão de crédito por parte da banca, mais alguma exigência no sentido dos montantes emprestados, das garantias, da avaliação do imóvel, do próprio spread que está a ser praticado", afirmou". "Na actual conjuntura, na actual dinâmica, não diria que haja o risco de surgimento de uma bolha que tenha de vir a ser corrigida", concluiu Rui Constantino.




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comentários mais recentes
Roberto 22.06.2017

Quando o BCE aumentar a Taxa Eonia para valores iguais ao ano de 2008, e a Taxa Euribor voltar a aumentar, como os Spreads se vão manter nos mesmos valores, a TAXA DE JURO DO CRÉDITO À HABITAÇÃO irá subir para valores insuportáveis, e também vão perder o valor de 20% ou 30% de entrada do crédito.

jose.a.casimiro 21.06.2017

Então e os vistos gold, e o alojamento local não pesam sobre o valor das casas para investidores? Obviamente se estamos no inicio do ciclo económico expansionista e os preços já subiram 7% é porque o valor está inflacionado.

Anónimo 21.06.2017

Muito espero que os Bancos tenham juízo e o regulador também. Começo a ver novamente algum frenesim em créditos ao consumo e da habitação de forma indiscriminada a quem pode e a quem não pode. Pela minha parte já fui queimado o suficiente pela incúria dos Bancos e Governo. não gostaria de repetiç

Anónimo 21.06.2017

Quando se pedem 230000€ por um T2 el Alvalade com 55m2 de origem dos anos 50, se nao e bolha e balao ou o que quiserem. Se as casas nao perderam valor nos ultimos anos, vao passear ao longo do IC19 ou para a margem sul. Mas se o meu negocio fosse emprestar dinheiro dizia o mesmo....

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