Orçamento do Estado "Não fazemos milagres" nas carreiras da Função Pública, diz Governo

"Não fazemos milagres" nas carreiras da Função Pública, diz Governo

No primeiro dia de debate na especialidade do OE 2018, o Governo rejeitou que tenha alimentado a expectativa sobre o impacto da contagem do tempo de serviço nos salários das carreiras congeladas.
"Não fazemos milagres" nas carreiras da Função Pública, diz Governo
Bruno Simão

A secretária de Estado da Administração Pública avisou esta quarta-feira que o Governo não faz "milagres" e rejeita que tenha alimentado a expectativa de acelerar o descongelamento das carreiras da Função Pública.

"O descongelamento das carreiras tem um valor. Não é uma medida que se consiga cumprir miraculosamente a custo zero. Tem um valor estimado de 650 milhões de euros em três exercícios orçamentais. Não fazemos milagres. Cada opção deve ter repercussão orçamental. E neste momento o descongelamento de carreiras foi definido depois de um longo debate com os parceiros", disse Fátima Fonseca no Parlamento.

Os deputados começaram esta quarta-feira o primeiro dia de debate na especialidade do Orçamento do Estado para 2018. O modelo encontrado para descongelar as carreiras é "sólido e parte de um conjunto de pressupostos que sempre foram claros desde a primeira hora," argumenta a governante.

"Estamos a descongelar as carreiras tal como foram congeladas", precisou a secretária de Estada, indo assim ao encontro do que foi dito na quarta-feira pelo primeiro-ministro quando indicou que é "impossível" refazer o passado.

Fátima Fonseca acrescentou que o descongelamento das carreiras "permite voltar à normalidade e preparar o futuro". "Descongelar as carreiras não é reescrever o passado, é remover os bloqueios. Outro tema é olhar para os efeitos que o congelamento produziu", um tema que o Governo quer debater "para introduzir em momento próprio".

A proposta do PS sobre o reflexo da contagem do tempo de serviço nas valorizações salariais prevê que a matéria seja discutida com os sindicatos, com quem deverá ser também acertado o calendário.

O jornal Público avança esta quinta-feira que os partidos que suportam o Governo optaram por apoiar a proposta do Executivo, apesar de as propostas próprias serem mais exigentes já que ambas implicavam que este processo começasse esta legislatura.

Embora reconheçam razão à contagem do tempo de serviços, nem o PSD nem o CDS aceitaram que seja atirada para o futuro despesa assumida agora, mas os partidos ainda não disseram como vão votar as propostas do PS, Bloco de Esquerda, PCP e Verdes.    
É uma "imoralidade" que os governos do futuro venham a "pagar os desmandos do presente", disse Adão Silva do PSD.




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comentários mais recentes
Anónimo Há 2 semanas

O que é preciso é animar a malta, é que é preciso! Festas e discurso entusiasta. E vivó burro.

Mr.Tuga Há 2 semanas

Mas QUASE!

judas a cagar no deserto Há 2 semanas



A banda dos xupas xuxxas no seu melhor.

Invicta Há 2 semanas

O Costa assina e diz uma coisa numa ocasião, e a seguir o seu contrário. Ou muito me engano, ou sairá o "tiro pelo culatra" aos professores. Espera-se festa nas ruas com o Nogueira a fazer de animador cultural. Não tivesse o PCP perdido as Câmaras para o PS e tudo seria diferente, paz e amor.

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