Política Natixis: “Coligação de esquerda provou ser mais resiliente do que esperávamos”

Natixis: “Coligação de esquerda provou ser mais resiliente do que esperávamos”

A Natixis está positiva em relação a Portugal, prevendo um crescimento de 2,5% este ano. As exportações e o investimento serão os catalisadores. Em termos políticos, a casa de investimento acredita que diminuiu muito a probabilidade de se quebrar o acordo entre os partidos de esquerda.
Natixis: “Coligação de esquerda provou ser mais resiliente do que esperávamos”
Reuters
Sara Antunes 28 de setembro de 2017 às 12:04

"Na frente política, a coligação governamental constituída por partidos de esquerda provou ser mais resiliente do que esperávamos. O risco de se quebrar a maioria governamental diminuiu acentuadamente", defende Jesus Castillo, analista da Natixis, numa nota de análise a que o Negócios teve acesso.

 

"A perspectiva de crescimento para 2017 e 2018 permanece muito positiva para o país. De acordo com as nossas previsões, o PIB deve continuar a crescer a um ritmo mais sustentável do que nos últimos anos. É esperado que o crescimento atinja os 2,5% em 2017 e 2% em 2018", estima o analista.

 

"As nossas previsões estão amplamente baseadas em duas componentes principais: exportações e investimento. No que respeita às exportações de bens e serviços, é esperada uma aceleração mais pronunciada em 2017", sendo que, "no longo prazo, prevê-se que as exportações se tornam o principal catalisador do crescimento em Portugal."

 

"Ao mesmo tempo, o investimento, especialmente na construção, deverá tornar-se muito activo em 2017 e contribuir positivamente para o crescimento", prevê a Natixis.

 

Sobre a situação orçamental, a casa de investimento considera que "continua frágil", mas "dever continuar a melhorar em 2017".

 

No que respeita ao endividamento português, que continua elevado e que torna a situação orçamental "delicada", o Natixis alerta que, "num contexto de crescimento económico baixo, com a perspectiva do fim do programa de ‘quantitive easing’ do Banco Central Europeu", uma "dívida tão elevada pode dificultar o crescimento de longo-prazo".




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pertinaz Há 2 semanas

MAIS RESILIENTE DO QUE TODA A GENTE ESPERAVA (NÃO APENAS O PASSOS COELHO) PORQUE A ESCUMALHA AGARROU-SE AO PODER COMO NÃO HOUVESSE AMANHÃ, ENGOLINDO TONELADAS DE SAPOS E TRAINDO OS SEUS ELEITORES...!!!

Concordo Joaquim Há 2 semanas

Assino por baixo

Joaquim Há 2 semanas

Comparado com o anterior governo, qualquer um que tivéssemos seria melhor. E no entanto, a senhora do CDS, em vez de ir para casa dedicar-se à costura, quer ser presidente da camara. E o Passos Coelho anda por aí. Pintem a cara de preto, incompetentes e atirem-se à maré.

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