Defesa NATO vai aumentar luta contra o terrorismo e investir mais e melhor, diz Stoltenberg

NATO vai aumentar luta contra o terrorismo e investir mais e melhor, diz Stoltenberg

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, disse que os aliados da NATO concordaram esta quinta-feira em aumentar a luta contra o terrorismo e em "investir mais e melhor" na Aliança.
NATO vai aumentar luta contra o terrorismo e investir mais e melhor, diz Stoltenberg
Bloomberg
Lusa 25 de maio de 2017 às 21:47

"A luta contra o terrorismo foi um dos principais temas em discussão e concordámos num plano para aumentar a nossa luta contra o terrorismo" na cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla inglesa), disse Stoltenberg, em conferência de imprensa, no final da reunião.

 

A NATO, explicou, vai "aumentar o apoio à coligação para derrotar o ISIS (grupo radical auto-proclamado Estado Islâmico), aumentar a vigilância aérea e partilhar mais informação", mas sem entrar em combates no terreno.

 

Sobre o financiamento da NATO, o secretário-geral salientou que "todos os aliados devem cumprir" o compromisso assumido em 2014, uma mensagem também deixada em Bruxelas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

 

Stoltenberg adiantou que os países membros da Aliança se comprometeram a apresentar planos nacionais para a partilha de encargos.

 

Na cimeira da NATO no País de Gales, os aliados comprometeram-se a, no espaço de 10 anos (até 2024), destinar 2% do Produto Interno Bruto a despesas militares, mas, de acordo com os dados do relatório de 2016 da Aliança Atlântica, publicado em 13 de Março, no ano passado apenas cinco aliados atingiram ou ultrapassaram o objectivo acordado, designadamente Estados Unidos (3,61%), Grécia (2,36%), Estónia (2,18%), Reino Unido (2,17%) e Polónia (2,01%).

 

Nesta lista, Portugal surge na 12.ª posição entre os 28 Estados-membros, ao ter consagrado 1,38% do PIB a despesas na área da defesa, o que significa um aumento face a 2015 (1,32%) e a 2014 (1,31%), mas aquém dos valores registados entre 2009 (1,53%) e 2013 (1,44%).




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Camponio da beira 26.05.2017

Eu recordo-me que quando estive na Nato (cá), em algumas sessões de tiro, eram convidadas altas patentes militares, que às a vezes nem conheciam aquele equipamento, que depois vi depois ser utilizado na guerra do Iraque. Sem a Nato, nós tinha-mos fisgas...

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