Orçamento do Estado Negociações do OE decorrem "normalmente" e sem "pedras no sapato" do PCP

Negociações do OE decorrem "normalmente" e sem "pedras no sapato" do PCP

Jerónimo de Sousa disse hoje que as negociações com o Governo sobre o Orçamento do Estado para 2018 estão "a decorrer normalmente" e que o seu partido não leva "pedras no sapato" para as reuniões.
Negociações do OE decorrem "normalmente" e sem "pedras no sapato" do PCP
Bruno Simão
Lusa 22 de agosto de 2017 às 15:42
"No quadro do calendário existente, creio que não há atraso" e trata-se de "um processo que está a decorrer normalmente", afirmou o líder do PCP, em declarações aos jornalistas, à margem de um almoço em Elvas (Portalegre), com os candidatos autárquicos da CDU neste concelho.

Questionado pelos jornalistas sobre as negociações com o Governo sobre o OE 2018, o secretário-geral comunista revelou que "se iniciaram as reuniões" e que estas vão "continuar até à apresentação da proposta, depois da apresentação da proposta e mesmo após a própria votação na generalidade".

Segundo Jerónimo de Sousa, no âmbito deste processo, o que importa saber é se "o Governo minoritário do PS está disponível para alcançar o máximo de convergência" em torno do objectivo de prosseguir no país com o "caminho de reposição, de defesa e de conquista de direitos e de rendimentos".

"Portanto, não vamos para ali com pedras no sapato, não vamos para ali armados em campeões, mas a certeza vai ser esta: é que o PCP, nesse exame comum que está a ser feito, tudo fará para manter esta linha estratégica de conseguir uma melhoria no plano económico, no plano social, no plano de afirmação da nossa própria soberania, incluindo da nossa soberania orçamental", argumentou.

Essa, "possivelmente, não vai ser uma matéria fácil", admitiu, mas é com "esta visão construtiva" que o PCP encara as negociações do OE 2018 e deseja "que o Governo acompanhe este grande objectivo".

O líder do PCP defendeu que, apesar de o seu partido ainda não conhecer qualquer proposta do OE 2018, este não é o momento "para parar ou voltar para trás" nas políticas que têm sido seguidas.

O que é preciso, continuou, é que, "nas políticas orçamentais, se defina este grande objectivo, tendo em conta que se demonstrou" que o desenvolvimento económico do país faz-se "com a reposição de salários, rendimentos e direitos", pondo fim "aos cortes que atazanaram a cabeça aos portugueses durante anos".

Para o PCP, frisou, é possível "continuar este caminho, seja em termos da valorização geral dos salários, seja em relação a uma outra política fiscal, em que se atenda àqueles que são mais injustiçados", designadamente através do "aumento do número de escalões" do IRS.

E, argumentou Jerónimo de Sousa, é bom que o Governo do PS tenha noção de que o seu "actual prestígio não foi por mérito próprio", mas sim "por ter respondido a alguns anseios mais urgentes dos trabalhadores e do povo".

Nas eleições autárquicas de 01 de Outubro, a CDU avança com a candidatura à Câmara de Elvas da dirigente do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) Manuela Cunha, que desempenha as funções de assessora no grupo parlamentar do PEV, desde 1988.

O município alentejano é liderado pelo socialista Nuno Mocinha, que está a cumprir o primeiro mandato, tendo já anunciado a sua recandidatura ao cargo.





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comentários mais recentes
O MEU VOTO SERÁ BRANCO Há 1 dia

Não estranha q as negociações para o OE, entre o PS e o PCP, estejam a decorrer, como no reino dos anjos, depois de ambos os Partidos (juntamente com o BE) terem aprovado a vergonhosa nova LEI DA IMIGRAÇÃO, em q as nossas fronteiras ficam escancaradas a todo o criminoso muçulmano que queira entrar

General Ciresp Há 1 dia

Enfim para la caminhamos,e nao podemos dizer desta agua nao beberei,Ele nao tem pedra no sapato diz,claro que nao,os outros e que o vem como um CALHAO na frente do caminho.Canhoto,canhoto.

Anónimo Há 1 dia

Entre 2011 e 2015, a função pública perdeu 69064 pessoas das 100 mil identificadas como colaboradores excedentários, uma redução de 9%. Não houve despedimentos. Não se fez gestão de recursos humanos porque a lei e os tribunais não deixaram. Ofereceram-se reformas antecipadas, saídas voluntárias com indemnização segundo a lei em vigor, licenças sem vencimento, mas não se pôde despedir excedentários onde eles existiam. Foi um processo caro e ineficiente porque gestão de recursos humanos implica que quem fica e quem é convidado a sair seja escolhido com base em critérios rigorosos bem definidos que vão ao encontro das necessidades e expectativas do empregador de acordo com a sua missão, visão e real propósito que não é seguramente empregar colaboradores. Foi o que se conseguiu numa jurisdição, cultura e sociedade como a portuguesa. Contudo, de lá para cá esse número tem vindo a reduzir-se. A este ritmo, no final das legislaturas socialistas o saldo será positivo tendo por base 2011.

Anónimo Há 1 dia

Ao que este país chegou. Um partido de cariz ditaturial/fascista a negociar orçamentos que condicionarão o nosso futuro e o futuro dos nossos filhos.

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