União Europeia Negociações para o Brexit arrancam na próxima segunda-feira

Negociações para o Brexit arrancam na próxima segunda-feira

Um comunicado conjunto do Reino Unido e da Comissão Europeia revela que as negociações para o Brexit vão arrancar na próxima segunda-feira. Esta era a data prevista, mas depois do desfecho eleitoral foi levantada a possibilidade de as negociações arrancarem na próxima semana mas não na segunda-feira.
Negociações para o Brexit arrancam na próxima segunda-feira
Neil Hall/Reuters
Ana Laranjeiro 15 de junho de 2017 às 17:04

As negociações para o Brexit vão arrancar na próxima segunda-feira, 19 de Junho. A confirmação surge através de um comunicado conjunto do Reino Unido e da Comissão Europeia.

"David Davis, secretário de Estado [com a pasta] da saída da União Europeia, e Michel Barnier, o negociador chefe da Comissão Europeia, concordaram hoje em lançar as negociações sobre o Artigo 50º. na segunda-feira, 19 de Junho", refere o comunicado citado pela Reuters. As negociações, de acordo com os funcionários comunitários, vão decorrer em Bruxelas.

Na última segunda-feira, 12 de Junho, David Davis admitiu que as negociações poderiam arrancar na próxima semana, mas não logo na segunda-feira, 19 de Junho. Aquele dia estava a ser apontado como a data em que o governo de Theresa May, resultante das eleições realizadas a 8 de Junho, iria apresentar o seu programa político no parlamento, segundo Davis. 

Na última sexta-feira, 9 de Junho, no rescaldo das eleições britânicas – que os conservadores de Theresa May venceram mas perdendo a maioria absoluta que tinham -, Michel Barnier abriu a possibilidade de Bruxelas dar mais tempo a Londres para iniciar as negociações.

As negociações de saída do Reino Unido da União Europeia "devem começar quando o Reino Unido estiver pronto. O calendário e as posições da UE são claros. Unamos os nossos esforços para concluir um acordo", afirmou, através da rede social Twitter, Michel Barnier, que antes tinha dito esperar começar as negociações na semana de 19 de Junho, escrevia então a Lusa.

Entretanto, Michel Barnier na terça-feira mudou um pouco o tom e afirmou que "qualquer adiamento [das negociações] é uma fonte de instabilidade, da qual a economia e o emprego não precisam". As declarações foram proferidas numa conversa com vários meios de comunicação europeus, entre os quais o Financial Times. O responsável europeu considera que não se pode "desperdiçar" mais tempo, já que as negociações para o Brexit são elas próprias limitadas de tempo. Barnier manteve a meta inicial: fechar um acordo até "Outubro ou Novembro de 2018".


Reino Unido prepara proposta "muito generosa" para cidadãos europeus no país


Os preparativos no Reino Unido para o arranque das negociações para o Brexit estão a ser feitos, tendo o Financial Times noticiado esta quinta-feira, 15 de Junho, que o ministro com o dossiê, David Davis, planeia avançar com um proposta "muito generosa" sobre os direitos dos cidadãos europeus que vivem no Reino Unido, e que são cerca de três milhões.

Os diplomatas britânicos viajaram já esta quinta-feira para Bruxelas para finalizar os pormenores para o arranque formal das negociações. Davis, de acordo com o jornal britânico, tem uma proposta de garantia dos actuais direitos para os cidadãos europeus que vivem no Reino Unido, assumindo, segundo fontes ligadas ao governo britânico, que o país garantirá que tratará esses cidadãos da "forma justa como têm sido tratados até aqui".

(Notícia actualizada às 17:25)




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comentários mais recentes
Anónimo 15.06.2017

Todos os políticos portugueses deviam ir assistir para saber como devem negociar o Portuguêxit dentro em breve. Aproveitem o meu conselho.

TRAMPADAS 15.06.2017

Noticia o"Guardian"que a filha de Trump temfabricas na Indonesia e China e nessas fabricas paga aos empregados umsalario inferior em 40% da MEDIA dos salariospraticados na Asia.Diz o jornal que os trabalhadores da filha do Trump são os que menos ganham na Asia.Isto é nojento. Um FDGP é o que ele é

Camilo Lourenço 15.06.2017

Não percam o meu artigo de opinião de hoje, dentro de duas horas. Até já,

Conselheiro de Trump 15.06.2017

Os ingleses q andem porque ja esta outro pais a quer ir para a grelha de partida..Ainda vai ser bonito se isto traz efeito domino.Nao se consegue perceber porque tem de ir mais 1 enchurradas para a Grecia se eles nada fazem para q as enchurradas nao se percam.As contrapartidas exigidas sao leves.

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