Emprego No mapa europeu do desemprego Portugal continua fora da zona vermelha

No mapa europeu do desemprego Portugal continua fora da zona vermelha

Veja o mapa europeu do desemprego com os dados referentes a Abril e aos 12 meses anteriores.
Nuno Carregueiro 31 de maio de 2017 às 17:46

O desemprego em Portugal estabilizou em Abril nos 9,8% e a taxa é a sexta mais elevada da União Europeia. Ainda assim, a economia portuguesa é das que está a conseguir baixar a taxa de desemprego de forma mais célere e continua fora do já restrito lote de países com o desemprego representa mais de 10% da população activa.

 

Como é visível no mapa em cima (elaborado com recurso à base de dados do Eurostat hoje actualizada), a taxa de desemprego em Portugal está agora em linha com o registado em países como a França e a Finlândia. E longe da verificada noutros países do sul da Europa (Itália, Espanha, Chipre e Grécia), onde a taxa de desemprego se continua a escrever a dois dígitos.

 

República Checa (3,2%), Alemanha (3,9%) e Malta (4,1%) têm as taxas de desemprego mais elevadas da União Europeia, enquanto a Grécia (23,2% em Fevereiro) e Espanha (17,8%) continuam a ter as mais elevadas (para ver a evolução nos últimos 12 meses de cada país seleccione no mapa).

 

A taxa de desemprego recuou em quase todos os países da UE, sendo que as maiores descidas foram observadas na Croácia (de 13,7% para 11,0%), Espanha (de 20,4% para 17,8%) e na Irlanda (de 8,4% para 6,4%). Em Portugal a descida entre Abril do ano passado e deste ano foi de 1,8 pontos percentuais, o que representa uma das descidas mais acentuadas na UE.

 

A taxa de desemprego na Zona Euro recuou em Abril deste ano para 9,3%, o que representa o nível mais reduzido desde Março de 2009, anunciou o Eurostat esta quarta-feira, 31 de Maio.

A sua opinião6
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 31.05.2017

O trabalho por si só, em particular o assalariado, já não é uma boa medida para aferir a saúde de uma economia nem a sua evolução à escala temporal, mas antes o trabalho e o capital sejam medidas mais correctas, porque para além dos salários pagos a quem oferece factor trabalho no mercado de trabalho, os agentes económicos, especialmente quanto mais desenvolvida for a economia onde residem, obtêm cada vez mais rendimentos e criam cada vez mais valor através dos lucros, rendas, mais-valias, dividendos, royalties sobre propriedade intelectual e juros, que constituem cada um deles o objecto do seu respectivo mercado.

comentários mais recentes
Anónimo 01.06.2017

Propriedade intelectual pouca ou nenhuma. Construção ao rubro. Onde é que eu já vi este modelo ruinoso? Pois, parece 2007. A Formação Bruta de Capital Fixo em Portugal aproxima-se mais do modelo padrão de uma economia subdesenvolvida do que do de uma economia desenvolvida. Isto não é grave, é calamitoso e tem assinatura de governo socialista.

Anónimo 31.05.2017

O desaparecimento da classe média é um processo em curso no mundo livre, rico e desenvolvido, já devidamente identificado e estudado, que se desenrola tanto mais depressa quanto maior é o nível de equidade e sustentabilidade presente na jurisdição em causa, e que assenta invariavelmente no aprofundamento da flexibilidade, modernização e dinâmica dos mercados concorrenciais de factores e de bens e serviços. A classe baixa vê o seu nível e qualidade de vida elevar-se à medida que a classe média capturada por paradigmas assentes na extracção de valor desaparece através de um fenómeno assente nas forças de mercado que origina um êxodo da população que a constitui. Aquela migra gradualmente e consoante os seus méritos, segundo o mercado, para cada uma das duas classes que a classe média separa, não deixando mais nada no meio mas acabando com a pobreza e a indigência em definitivo.

Anónimo 31.05.2017

A classe média é para acabar. A classe média assalariada ou pensionista ex-assalariada, dos grandes e irrevogáveis direitos adquiridos quer seja no brilhantismo com enorme procura de mercado quer seja na mediocridade sem procura alguma ainda que a enorme oferta se arrebanhe em bando sindical ruidoso animado por um insolente falso senso de auto-elegibilidade, está condenada à extinção porque é tudo aquilo que se opõe à criação sustentável de valor no mundo contemporâneo, funcionando como um oneroso e pernicioso entrave ao avanço civilizacional. O mundo só tem lugar para duas classes: a dos criadores de valor, vulgo classe alta, e a dos legítimos capturadores de valor, vulgo classe baixa, que tem tudo a ganhar com isso. A classe média, tomada maioritariamente pelos que se dedicam à mais puramente ignóbil extracção de valor não tem mais lugar nas sociedades e economias do mundo desenvolvido e está já a viver o seu irreversível ocaso, facto que os mais recentes dados estatísticos atestam.

Anónimo 31.05.2017

O trabalho por si só, em particular o assalariado, já não é uma boa medida para aferir a saúde de uma economia nem a sua evolução à escala temporal, mas antes o trabalho e o capital sejam medidas mais correctas, porque para além dos salários pagos a quem oferece factor trabalho no mercado de trabalho, os agentes económicos, especialmente quanto mais desenvolvida for a economia onde residem, obtêm cada vez mais rendimentos e criam cada vez mais valor através dos lucros, rendas, mais-valias, dividendos, royalties sobre propriedade intelectual e juros, que constituem cada um deles o objecto do seu respectivo mercado.

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub