Emprego Número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 16,8% em Novembro

Número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 16,8% em Novembro

O número de inscritos nos centros de emprego caiu 16,8% em Novembro face ao mesmo mês do ano passado, para 404.625, segundo dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP).
Número de desempregados inscritos nos centros de emprego caiu 16,8% em Novembro
Bloomberg
Lusa 24 de dezembro de 2017 às 19:59

"No final do mês de Novembro de 2017, estavam registados, nos Serviços de Emprego do continente e regiões autónomas, 404.625 indivíduos desempregados, número que representa 69,4% de um total de 583.277 pedidos de emprego", avança o instituto na informação divulgada esta semana.

Apesar da queda de 16,8% face ao mês homólogo (menos 81.809 desempregados), os dados mostram que, comparando com o mês anterior, o número de inscritos ficou praticamente inalterado (mais 61 desempregados).


Para a diminuição do desemprego face a Novembro de 2016, contribuíram todos os grupos de desempregados, com destaque para os homens (menos 19,3%), os adultos com idades iguais ou superiores a 25 anos (queda de 16,5%), os inscritos há menos de um ano (menos 16,4%), os que procuravam novo emprego (menos 17%) e os que possuem como habilitação escolar o 1.º ciclo do ensino básico (menos 20,7%).

As ofertas de emprego por satisfazer totalizavam em novembro 20.792, um acréscimo anual de 29,7% (mais 4.761) e uma descida mensal de 15% (menos 3.677).


Quanto aos movimentos ao longo do mês de novembro, o IEFP registou 56.884 desempregados inscritos, número inferior em 2,3% ao do mesmo mês de 2016, com a região do Alentejo a registar a descida percentual mais elevada, de 17,5%.

Comparando com o mês anterior, o volume de inscrições de desempregados foi superior em 5,9% (mais 3.169), devido ao aumento mensal de inscrições na região do Algarve (mais 5.603).


As ofertas de emprego recebidas ao longo de Novembro totalizaram 10.233 em todo o país, mais 22,9% face ao mês homólogo (mais 1.909), mas menos 32,1% do que no mês anterior.


As colocações realizadas durante Novembro totalizaram 7.405 em todo o país, número superior em 27,3% ao de igual período de 2016 e inferior em 4,1% comparando com Outubro.




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mais votado Anónimo 25.12.2017

Taxa de participação no mercado de trabalho está em quanto? 70, 65, 60%... ?

comentários mais recentes
Anónimo 25.12.2017

Numa economia, existem 2000 cientistas de foguetões reutilizáveis distribuídos pelos cargos de chefia do sector público, do ensino privado e das empresas privadas de transporte terrestre que nada têm a ver com foguetões. Essa economia precisa de 2000 cientistas de foguetões reutilizáveis, mas tem 2000 chefes a mais no sector público, no ensino privado e nas empresas privadas de transporte terrestre. Estes chefes têm carreiras cheias de bónus, benefícios e progressões automáticas por antiguidade que os seus sindicatos negociaram com governantes eleitoralistas ao longo dos anos. O dinheiro que o sector público, o ensino privado e as empresas privadas de transporte terrestre gastam para pagar a esses 2000 chefes desnecessários, mal alocados e incrivelmente qualificados em ciência de foguetões reutilizáveis é equivalente ao que seria necessário ao mercado de capitais doméstico para investir no sector dos foguetões reutilizáveis naquela economia. O mercado laboral é rígido. O que fazer?

Anónimo 25.12.2017

As pessoas podem-se autopropor enquanto ofertantes de factor trabalho no mercado de trabalho assalariado, avençado ou seja lá o que for. A partir do momento que um conjunto de leis permite que essas pessoas, quando chegadas a uma situação de injustificável sobreemprego ou sobrepagamento, sejam excedentárias de carreira ou sobrepagas bem acima do preço de mercado, o Estado, a economia e sociedade sofrem as consequências negativas e obviamente toda a pessoa contribuinte, utente, consumidora, trabalhadora com real procura de mercado, inovadora, empreendedora, investidora ou accionista, é implacavelmente prejudicada devido à actividade daninha das primeiras. A economia empobrece, o Estado definha, a sociedade torna-se iníqua. Mortes perfeitamente evitáveis acontecem também... E é isto que tem de mudar em Portugal.

Anónimo 25.12.2017

O Jornal de Negócios, de preferência com recurso a trabalho temporário de talento na área do jornalismo ou a bons jornalistas freelancer, que foque a sua atenção para os bons exemplos que nos chegam das sociedades e economias mais prósperas e avançadas:
Reino Unido, Primeiro Mundo (2015): "Job cuts to shrink civil service to 1940s size" https://www.thetimes.co.uk/article/job-cuts-to-shrink-civil-service-to-1940s-size-5blwv2z6qmd
EUA, Primeiro Mundo (2014): "The Federal Government Now Employs the Fewest People Since 1966" https://blogs.wsj.com/economics/2014/11/07/the-federal-government-now-employs-the-fewest-people-since-1966/
Austrália, Primeiro Mundo (2016): “The intention of this reform is to streamline administration and governance arrangements and consolidate government agencies, bodies, boards and committees,” www.dailytelegraph.com.au/news/nsw/treasurer-gladys-berejiklians-plan-for-public-service-job-cuts-to-streamline-departments/news-story/7c73fcba059e7f8ee8102112c9f63850

Anónimo 25.12.2017

Taxa de participação no mercado de trabalho está em quanto? 70, 65, 60%... ?

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