Europa O que os maiores bancos mundiais dizem sobre o Brexit

O que os maiores bancos mundiais dizem sobre o Brexit

Frankfurt e Dublin estão a surgir como os principais vencedores às custas de Londres numa altura em que os bancos se prepararam para o Brexit planeando novos centros de operação na União Europeia.
O que os maiores bancos mundiais dizem sobre o Brexit
Neil Hall/Reuters
Bloomberg 01 de fevereiro de 2017 às 15:35

O Standard Chartered e o Barclays vão escolher a capital da Irlanda como base na UE para garantir a continuidade do acesso ao bloco, segundo fontes com conhecimento dos planos de destas instituições. O Goldman Sachs Group, o Citigroup e o Lloyds Banking Group estão de olho em Frankfurt, disseram outras fontes.

 

Os bancos estão a detalhar os seus planos depois da primeira-ministra Theresa May ter anunciado em Janeiro que o Reino Unido sairia do mercado único da UE em 2019, o que provavelmente indica o fim do direito de passaporte, que permite que os bancos forneçam serviços directamente ao restante do bloco a partir dos seus centros em Londres. Frankfurt é uma opção natural para as empresas que estão a fugir de Londres devido ao seu ecossistema financeiro, que inclui o Deutsche Bank, o Banco Central Europeu e o BaFin, um dos únicos reguladores com experiência na supervisão de operações complicadas com derivados.

 

Quanto à Irlanda, apresentasse como um lugar que fala inglês, que tem uma carga fiscal baixa e leis e regulamentações semelhantes às britânicas.

 

No total, o TheCityUK calcula que até 35.000 empregos poderiam ser transferidos. A Bloomberg News fez entrevistas e analisou declarações públicas para descobrir o que cada grande banco está agora a planear.

 

Goldman Sachs

A companhia de Wall Street está a avaliar a possibilidade de transformar Frankfurt no seu principal centro de operações na UE e poderia transferir até 1.000 funcionários, incluindo traders e gestores seniores, segundo uma pessoa com conhecimento do assunto. O CEO Lloyd Blankfein declarou publicamente que o banco colocou na gaveta os planos para transferir mais operações fundamentais para o Reino Unido.

 

JPMorgan

"Temos que respeitar as leis locais do Reino Unido e da UE, e isso determinará quantos empregos e pessoas devem ser transferidos", disse o CEO do JPMorgan Chase & Co., Jamie Dimon, neste mês em Davos. "Parece que a movimentação de empregos será maior do que esperávamos." Antes do referendo, Dimon havia dito que até 4.000 dos seus 16.000 funcionários no Reino Unido poderiam ser transferidos para o continente após o Brexit.

 

Barclays

O CEO do Barclays, Jes Staley, adoptou um tom diferente de outros CEO de bancos. Disse em Davos que seria "muito difícil" sair de um centro financeiro como Londres. Se for necessário, o Barclays poderia realocar a sua agência em Frankfurt para a sua subsidiária irlandesa.

 

Standard Chartered

O banco entrou em contacto com autoridades irlandesas para colocar a sua base legal dentro da UE em Dublin, disseram pessoas com conhecimento das negociações em Dezembro. Não foi tomada nenhuma decisão final, e a empresa também está a negociar com o órgão regulador alemão sobre a possibilidade de escolher Frankfurt.

 

Citigroup

Citigroup está a avaliar diversos locais para partes da sua divisão londrina de corretagem de títulos, como Irlanda, Espanha, Itália, Alemanha, França e Holanda, disse Jim Cowles, responsável máximo do banco para a Europa, Médio Oriente e África, numa conferência em Dublin no dia 24 de Janeiro. Cowles disse que projecta que o banco tomará uma decisão final por volta do fim do primeiro semestre.

 




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Anónimo Há 3 semanas

ahahahahahahahah.... e quando a (des)união europeia se desmantelar toda para que serve Frankfurt? e já não falta muito, não! e agora então com o trampismo, vai ser lindo vai! Já não há tomates na europa para fazer dela qualquer coisa de jeito. Só se vai resolver pela guerra com armas, não financeira, comercial ou qualquer outra, só com armas, infelizmente!

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