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O dia seguinte: Grécia tenta formar governo e Hollande prepara a mudança
07 Maio 2012, 18:01 por Jornal de Negócios Online | negocios@negocios.pt
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Em França, as eleições presidenciais foram ganhas pelo socialista François Hollande. Na Grécia, o Nova Democracia arrecadou o maior número de votos mas ainda não se pode declarar um vencedor. Antonis Samaras é hoje recebido pelo presidente da República e tem três dias para conseguir formar governo.
17h58 A instabilidade política pós-eleitoral na Grécia foi o motivo para que a bolsa de Atenas não tenha seguido os ganhos das restantes praças da Europa.

Os bancos gregos como o Alpha Bank ou o Ergasias encerraram a perder perto de 20%, enquanto a empresa de electricidade Power Public cedeu 14%, com os investidores receosos de que se venham a ter de realizar novas eleições no país.

16h41
Evangelos Venizelos já esteve reunido com Antonis Samaras. Voltou a defender um governo de unidade nacional que reuna todos os partidos pro-Europa, incluindo o Syriza e a Esquerda Democrática.

De acordo com o "Athens News", Venizelos disse a Samaras que o novo governo não precisa de ter membros do PASOK mas ofereceu o apoio incondicional do seu partido ao novo executivo.

O antigo ministro das Finanças defendeu ainda que os termos do pacote de ajuda externa devem renegociados e que os cortes exigidos devem ser alargados de dois para três anos.

Entretanto, três responsáveis ligados ao Ministério das Finanças terão dito à Reuters que o país pode ficar sem dinheiro no final de Junho, caso até lá não seja formado um novo governo que possa negociar a próxima tranche com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional.

16h27
Alexis Tsipras rejeitou uma coligação com o Nova Democracia.

"Acreditamos que a salvação do país só será alcançada através da rejeição destas medidas barbaras, do alívio da recessão e do saque às pensões e aos salários, do cancelamento das medidas de austeridade e a sua substituição por medidas que impulsionem a economia", disse Tsipras no final do encontro com Samaras.

15h32 Distribuição final do parlamento grego:
Nova Democracia 108
Syriza 52
Pasok 41
Gregos Independentes 33
KKE 26
Aurora Dourada 21
Esquerda Democrática 19

15h02
Já teve início a reunião entre o líder do Syriza, segundo partido mais votado, e o líder da Nova Democracia, Antonis Samaras, que esta manhã foi mandatado pelo Presidente da República para formar governo.

13h27
Antonis Samaras já recebeu do presidente da república o mandato para formar governo. "Respeitamos a vontade dos cidadãos. Vamos iniciar as negociações para formar governo", disse o líder da Nova Democracia ao chefe de Estado.

13h03
A chanceler Angela Merkel espera que François Hollande vá a Berlim logo após a tomada de posse, que está agendada para 15 de Maio. "A colaboração deve começar imediatemante", afirmou.
Merkel garantiu já que o "pacto orçamental não é negociável". "Foi ratificado pelos Estados-membros e não o devemos questionar agora", disse a chanceler.

12h00 "Antonis, para onde caminhas?" Esta é a pergunta deixada na capa do jornal diário "Dimokratia". Antonis Samaras é o líder da Nova Democracia. Antonis Samaras é o líder do partido que ganhou as eleições na Grécia, mas que ficou aquém de uma maioria absoluta. Antonis Samaras é o líder que tenta agora de formar um Executivo e que já abriu portas a um governo de salvação nacional. A questão deixada pelo diário é "para onde caminha" essa busca e para onde caminha a Grécia.

O "Ta Nea" responde: "O pesadelo da ausência de um governo... e novas eleições no horizonte", cita a agência grega Ana. Depois do sufrágio de ontem, em que a Nova Democracia foi castigada mas que, mesmo assim, conquistou a maioria dos votos, logo foi enunciada a necessidade de realizar novas eleições legislativas. Uma indefinição perigosa para um país em crise há vários anos.

É por isso que o jornal "Imerissia" diz, na sua manchete, que é "tempo de responsabilidade para um entendimento nacional". Porque a Grécia está "num limbo". Samaras falou num governo de salvação nacional, Evangelos Venizelos, líder dos socialistas do Pasok, também. Ambos foram os partidos que apoiaram os pacotes de austeridade na Grécia. Ambos foram, segundo os órgãos de comunicação social, os mais castigado, com os gregos a mostrarem a sua revolta.

"Mensagem enviada", escreveu o jornal "Logos". Os partidos que se opõem ao acordado entre o governo com a troika tiveram votações acima do esperado. O destaque foi mesmo a coligação da esquerda radical, o SYRIZA, que ficou em segundo lugar. Razão para que o diário de centro esquerda, Avriani, tenha intitulado: "O triunfo do povo e de Tsipras". Tsipras é o líder do partido do partido que ontem afirmou que "os gregos querem acabar com o memorando da barbárie".

O "Eleftheros Typos" disse também isso: "A ira do povo: alterem o memorando".

10h53 François Hollande toma posse no próximo dia 15 de Maio.

O resultado definitivo indica que Hollande ganhou com 51,62% dos votos.

Segundo o "El País", o novo presidente de França está já reunido com a sua equipa.

10h46
Resultados das eleições legislativas gregas com 99,01% dos votos contados:

Nova Democracia: 18,88% (108 lugares no parlamento)

Syriza: 16,76% (52 lugares)

Pasok: 13,2% (41 lugares)

Gregos Independentes: 10,6% (33 lugares)

Partido Comunista: 8,47% (26 lugares)

Aurora Dourada: 6,97% (21 lugares)

Esquerda Democrática: 6,1% (19 lugares)

10h36 O presidente grego Karolos Papoulias recebe o líder da Nova Democracia, Antonis Samaras, às 14h00 (hora local, 12h00 em Lisboa). Tal como está previsto o chefe de Estado vai pedir ao líder do partido mais votado que forme governo. Samaras tem agora três dias para o fazer. Caso não consiga este pedido será feito ao líder do segundo partido mais votado. E se este também não conseguir o pedido será feito ao líder do terceiro partido mais votado. Se este processo for inconclusivo serão convocadas novas eleições.

Papoulias reúne-se também com o actual primeiro-ministro Lucas Papademos às 13h00 (hora local, 11h00 em Lisboa. A estação de televisão NET TV está a noticiar que o presidente da república deverá pedir a Papademos que se mantenha no cargo, pelo menos, até que se4ja formado um govo governo.

Domingo, 6 de Maio

Veja aqui as fotos da vitória de François Hollande.

23h28 François Hollande lidera a contagem das eleições presidenciais francesas com 51,56%, contra 48,44% de Nicolas Sarkozy, quando estão contados 90% dos votos, segundo dados oficiais.

23h23 Com 50,34% dos votos contados, a Nova Democracia continua à frente com 20,2% dos votos, seguido pelo Syriza com 16,06%.

Nova Democracia: 20,02%
Syriza: 16,06%
Pasok: 13,79%
Gregos independentes: 10,44%
Partido Comunista Grego (KKE): 8,38%
Golden Dawn: 6,86%
Esquerda Democrática: 6%

A taxa de abstenção está nos 38%.

23h18 "O resultado de hoje mostra que os gregos querem cancelar o memorando da barbárie", disse Alexis Tsipras, líder do Syriza.

"Os gregos deram-me um mandato claro para fazer o que for possível para cancelar o acordo de resgate com a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional".

23h15 A vitória de Hollande, em França, levanta dúvidas sobre a nova relação do novo eixo franco-alemão. Tanto a chanceler alemã como o novo presidente francês consideram que as relações entre dois países são cruciais. É a razão para que Merkel queira uma maior proximidade entre ambos. Por isso, já convidou Hollande a visitá-la em Berlim.

23h12
Há vários pontos a ligar Durão Barroso e o novo presidente da França, disse o próprio Barroso numa declaração em que felicita François Hollande. A busca por um crescimento duradouro faz parte dos "objectivos comuns" de ambos os líderes europeus.

21h07
"Estamos determinados em empreender uma iniciativa por um governo de salvação nacional assente em dois pilares: a nossa permanência no euro e alterações às políticas económicas do resgate", afirmou Antonis Samaras, o líder da Nova Democracia, partido mais votado das eleições de hoje.

Samaras falou de uma iniciativa que também foi mencionada por Evangelos Venizelos, líder do Pasok, partido que governava a Grécia até Novembro – mês em que foi formado um governo de unidade nacional liderado por Lucas Papademos.

21h04
"Tenho consciência de que a Europa olha para nós. Sei que muitos países olham para este resultado com esperança. A austeridade não pode ser uma fatalidade. A minha missão é dar à construção europeia uma dimensão de crescimento", afirmou François Hollande no discurso de vitória de hoje, face a Nicolas Sarkozy.

"Neste 6 de Maio, os franceses voltaram na mudança ao elegerem-me para presidente", afirmou Hollande, acrescentando que está "ao serviço da França". "Estou mobilizado para a mudança. A minha missão é servir a república e as causas e valores que tenho defendido”, acrescentou o candidato socialista que vai, agora, ocupar o Eliseu.

20h26 Com 15,75% dos votos contados os resultados na Grécia são os seguintes:

Nova Democracia: 20,90%
Syriza: 15,22%
PASOK: 14,66%
Gregos Independentes: 10,20%
Partido Comunista: 8,29%
Golden Dawn: 6,72%
Esquerda Democrática: 5,91%

20h22 "Chegou a altura dos que trairam a Grécia terem medo", afirmou o líder o partido nacionalista grego Golden Dawn, que terá alcançado 7% dos votos.

"Estamos a chegar. Somos gregos, nacionalistas e não iremos permitir que alguém tenha dúvidas disso", acrescentou Nikolaos Mihaloliakos.

20h16
"Hoje é um dia particularmente doloroso", disse o líder do PASOK, Evangelos Venizelos. O antigo ministro das Finanças afirmou que vai ser muito díficil formar uma coligação pro-Europa e defendeu a criação de um novo governo de unidade nacional.

19h50
Entretanto na Grécia. As mais recentes projecções indicam que entre sete e dez partidos vão ter assento parlamentar. A Nova Democracia deverá ficar com 109 lugares (19,2%); a Coligação de Esquerda Radical com 50 lugares (16,3%) e o PASOK com 42 lugares (13,6%).

19h32
Sarkozy fala aos seus apoiantes e confirma que vai abandonar a política após 35 anos.

"A França fez a sua escolha",
disse o candidato derrotado nestas eleições presidenciais.

19h10
O partido de Merkel venceu hoje nas eleições no estado do norte da Alemanha, Schleswig-Holstein. Contudo, teve a votação mais baixa desde 1950, de acordo com as primeiras sondagens. O partido de coligação conseguiu 8,5%, a mesma votação, a mesma marca arrecada pelo Partido Pirata.

19h09
De acordo com a France Press, Sarkozy informou a sua equipa que não estará "à frente do partido para a batalha das legislativas". Sarkozy já tinha afirmado em diversas ocasiões que, em caso de derrota, abandonaria a política.

19h03
François Hollande é o nome do novo presidente de França. A vitória é, segundo a sondagem pelo "Le Monde", de 51,9% dos votos para Hollande, contra 48,1% de votos em Sarkozy.

18h40
A confirmar-se a vitória de Hollande, como apontaram as sondagens, Nicolas Sarkozy será o 11º líder da Europa a cair desde o início da crise.

18h38
A taxa de participação das eleições francesas ascendia a 81% dos eleitores gauleses, pelas 19h30, em França (18h30, em Lisboa). Um número que fica abaixo do verificado nas últimas eleições, mas que supera a participação verificada, à mesma hora, na primeira volta.

18h27
Nas eleições de 2009 o partido da Nova Democracia obteve 33,5% dos votos (hoje as sondagens dão-lhe entre 17% e 20%, sendo o partido mais votado) e o PASOK alcançou 43,9%, o que garantiu aos socialistas maioria absoluta no parlamento grego. Hoje as sondagens indicam que o partido liderado por Evangelos Venizelos só alcançará entre 14% e 17%.

Estas eleições penalizam fortemente os dois partidos que apoiaram as medidas de austeridade e os dois pacotes de resgate. O grande vencedor parece ser, para já, a Coligação de Esquerda Radical, liderado por Alexis Tsipras (na foto) que mais do que triplica a votação de 2009, ficando assim em segundo lugar.

17h45 Em França, a taxa de participação final deverá ficar nos 81,5%, de acordo com uma sondagem para a Europe 1 e Paris Match. Este valor é inferior ao registado em 2007 (85,31%) mas supera do da primeira volta.

17h37 Projecções da estação pública grega NET TV:

Nova Democracia:
17% e 20% (sondagem: 16,5% e 25,5%)

Coligação de Esquerda Radical: 15,5% e 18,5% (sondagem: 7,3% e 11%)

PASOK:
14% e 17% (sondagem: 12,6 e 19,1%)

Gregos Independentes:
7,2% e 10,4% (sondagem: 10 e 12%)

Partido Comunista (KKE):
7,5% e 9,5% (sondagem: 7% e 10,6%)

Golden Dawn: 6% e 8% (sondagem: 3,9% e 5,2%)

Esquerda Democrática:
4,5% e 6,5% (sondagem: 5,4% e 12,2%)

LAOS:
2,5% e 3,5% (sondagem: 2,7% e 4%)

Verdes:
2,5% e 3,5% (sondagem: 2,3% e 3,8%)

17h16
De acordo com as primeiras sondagens os socialistas do PASOK perderam o segundo lugar para a Coligação de Esquerda Radical.

Evangelos Venizelos, antigo ministro das Finanças e actual candidato socialista para primeiro-ministro da Grécia, só vai comentar os resultados oficiais que saíram das urnas de hoje, recusando-se a fazer declarações sobre as sondagens.

17h08 Na Grécia as urnas já fecharam. As primeiras projecções dão a vitória ao partido de direita, Nova Democracia, de Antonis Samaras.

16h44 Eram 16 horas em Lisboa, 17 em Paris, quando já 71,96% dos franceses se tinha dirigido às urnas para eleger o novo presidente gaulês. O valor é superior ao registado à mesma hora na primeira volta, que ocorreu há duas semanas. Nicolas Sarkozy vai continuar à frente dos destinos de França ou François Hollande conseguirá destroná-lo do Eliseo?

16h42 As relações franco-alemães são importantes para François Hollande. É por isso que o candidato socialista às eleições presidenciais francesas vai telefonar a Angela Merkel caso venha a ganhar o sufrágio que hoje se realiza. A indicação foi dada pelo "conselheiro especial" de Hollande, Jean-Marc Ayrault.

16h37 Um governo já na próxima semana. É a esperança de Lucas Papademos, o primeiro-ministro do actual Governo de unidade nacional, enunciada hoje, o dia em que os gregos vão a votos para eleger o novo líder do Executivo.

"Nós estamos todos de acordo em que estas eleições são cruciais. Cada um é chamado a tomar uma decisão, não somente sobre quem vai governar, mas também sobre qual será o caminho do país nas próximas décadas", declarou o ainda primeiro-ministro helénico.

16h35 Gritos a chamarem-no de "ladrão". Acusações que diziam que só arranjava um emprego na Alemanha. Estes foram dois insultos que Evangelos Venizelos, o candidato socialista nas eleições na Grécia, teve de ouvir quando colocava o seu voto nas urnas, de acordo com a descrição de um jornalista da Agência France Press (AFP).

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