Economia Obama diz que nem todos os problemas podem ser resolvidos com tanques de guerra

Obama diz que nem todos os problemas podem ser resolvidos com tanques de guerra

O anterior Presidente dos EUA, Barack Obama, advertiu esta quinta-feira que não é possível resolver "todos os problemas com tanques e aviões de guerra", em referência ao conflito com a Coreia do Norte, durante um fórum realizado em São Paulo.
Obama diz que nem todos os problemas podem ser resolvidos com tanques de guerra
Lusa 05 de outubro de 2017 às 23:47

"Não podemos resolver todos os problemas com tanques e aviões de guerra, tenho orgulho do poder militar dos Estados Unidos e isso é uma vantagem. A Coreia do Norte é um perigo e precisamos de fortes alianças para enfrentá-lo, mas a segurança não depende apenas da força militar, mas também de forte diplomacia", disse Obama numa alusão à política de seu sucessor, Donald Trump.

 

O ex-presidente dos Estados Unidos lembrou que, quando assumiu o cargo, o risco veio do Irão e ele formalizou um acordo nuclear que impediu que esse país se tornasse uma ameaça, como hoje é a Coreia do Norte.

 

"Um dos meus orgulhos é o acordo nuclear com o Irão, negociamos com o Irão, um país com grandes diferenças com os Estados Unidos e problemas exportados para outros países, um governo que era um adversário e, no entanto, acreditávamos que era necessário resolver um problema específico e garantir que não desenvolvessem armas nucleares ", disse ele.

 

"Isso demorou um pouco, mas conseguimos, e a consequência é que o Irão não foi pelo mesmo caminho que a Coreia do Norte. Temos grandes tensões, mas o problema foi resolvido sem qualquer disparo, e isso mostra que podemos ter resultados com uma forte diplomacia", acrescentou.

 

No fórum organizado pelo banco Santander e pelo jornal Valor Económico, Obama admitiu que uma das questões pendentes de seu mandato foi não conseguir reduzir as diferenças políticas na sociedade americana.

 

"A minha maior autocrítica é que eu não consegui reduzir as diferenças que já estavam a emergir na nossa política, parece que não contribuí muito com isso. Tentei ser uma pessoa calma, mas acho que quando entreguei o cargo, vi frustrada a esperança de reunir as pessoas acima das diferenças ", disse Obama.

 

Na sua opinião, a crise económica exacerbou as diferenças nos Estados Unidos, porque apesar de ter respondido "com sucesso" à recessão, "a recuperação foi lenta e deixou muitas pessoas frustradas, e a raiva na política parece ter aumentado".

 

Na sua palestra para uma audiência de empresários em São Paulo, Obama aludiu ao avanço do populismo e defendeu o reforço da democracia para deter esta tendência.

 

"Não é surpreendente que ao longo do tempo vejamos movimentos populistas e autoritários avançando e ameaçando. Estes perigos existem, mas o que deve ser reforçado é que a democracia é a melhor forma de governo projectada pelo homem", declarou.

 

Obama criticou veementemente Donald Trump elencando o ponto de vista nacionalista do seu sucessor, que culpa outros países pelas perdas de empregos, o fecho de fronteiras para imigrantes, apoio a sectores que negam os efeitos das mudanças climáticas e propostas para restringir a comunicação social.

 

Depois de admitir que os Estados Unidos têm sérios problemas de monopólio nos media e que a opinião pública é composta por apenas três redes de televisão, o ex-Presidente dos EUA considerou "mais perigoso para os governos começarem a censurar ou restringir o que circula nos media e na internet".

 

Obama vai encontrar-se hoje com um grupo de jovens brasileiros e viajará para a Argentina na sexta-feira.




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