Política Obama telefonou a Trump e presidente eleito diz que foi uma "boa conversa"

Obama telefonou a Trump e presidente eleito diz que foi uma "boa conversa"

O presidente dos EUA, Barack Obama, telefonou ao seu sucessor, Donald Trump, depois de o republicano ter acusado o democrata de dificultar a transição para a sua Administração. E, segundo o multimilionário vencedor das eleições presidenciais no passado dia 8 de Novembro, a conversa foi "boa".
Obama telefonou a Trump e presidente eleito diz que foi uma "boa conversa"
Kevin Lamarque /Reuters
Negócios com Lusa 29 de dezembro de 2016 às 01:17

Esta quarta-feira, 28 de Dezembro, o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, voltou a usar a rede social Twitter para "apresentar queixas", desta vez contra o ainda presidente Barack Obama.

 

Num tweet, Trump acusou Obama de estar a dificultar a transição para a sua Administração, que toma posse a 20 de Janeiro. "Estou a fazer o meu melhor para ignorar os muitos obstáculos e declarações inflamatórias do Presidente [Barack Obama]. Pensei que a transição seria suave. Mas não!", escreveu o presidente eleito, sem especificar o género de obstáculos, nem as referidas declarações de Obama.

 

Ao final do dia, Trump disse, citado pela Bloomberg, que Obama lhe telefonou entretanto e que tiveram "uma boa conversa".

 

Recorde-se que na segunda-feira, 26 de Dezembro, Obama afirmou numa entrevista que estava convicto de que teria sido reeleito para um terceiro mandato caso a Constituição norte-americana permitisse a sua candidatura. O presidente eleito utilizou igualmente a rede social Twitter para responder a Obama: "Nem pensar!".

 

Também via Twitter, Trump manifestou mais uma vez o seu apoio a Israel, após o Conselho de Segurança das Nações Unidas ter votado na sexta-feira passada uma resolução que exigia o fim "imediato" da política de colonatos israelita em Jerusalém-leste, bem como nos territórios ocupados da Cisjordânia.

 

Os Estados Unidos abstiveram-se na votação da resolução, posição que gerou controvérsia e a ira de Telavive, uma vez que Israel sempre contou com o apoio de Washington neste dossier sensível. A posição norte-americana, que aconteceu pela primeira vez desde 1979, permitiu a adopção da resolução, aprovada pelos outros 14 membros do Conselho de Segurança.

 

"Não podemos continuar a deixar que Israel seja tratado com um total desprezo e com tal desrespeito", escreveu o multimilionário. "Estavam habituados a ter um grande amigo nos Estados Unidos, mas já não é o caso. O início do fim foi aquele acordo horrível com o Irão [sobre o programa nuclear iraniano] e agora (na ONU)! Mantenham-se fortes em Israel, o dia 20 de Janeiro está próximo", acrescentou Trump.

Esta quarta-feira, o ainda secretário de Estado norte-americano, John Kerry, advertiu que a construção de colonatos israelitas na Cisjordânia ameaça a esperança de alcançar a paz com os palestinianos, mas também o futuro do próprio país enquanto democracia.

 

Num discurso em Washington, e a menos de um mês de deixar a administração norte-americana, John Kerry apresentou a sua visão para uma solução do conflito de longa data entre israelitas e palestinianos. 

 

O ainda chefe da diplomacia norte-americana chamou a atenção para o facto de Israel estar a seguir um caminho que irá conduzir a uma "ocupação perpétua" das terras palestinianas. "Hoje, há o mesmo número de judeus e de palestinianos a viver entre o rio Jordão e o Mar Mediterrâneo", disse Kerry, diante de uma plateia composta por diplomatas, projetando dois possíveis cenários: "Podem escolher viver juntos num Estado, ou podem separar-se em dois Estados". 

 

"Mas aqui está uma realidade fundamental: se a escolha é um Estado, Israel pode ser judeu ou democrático - não pode ser ambos - e nunca estará realmente em paz", salientou. "Como pode Israel conciliar a sua ocupação perpétua com os seus ideais democráticos?", acrescentou.

 

John Kerry reafirmou que a solução de dois Estados é "a única via possível para conseguir uma paz justa e duradoura entre israelitas e palestinianos". Mas esta solução está "em grande perigo", frisou.

 

Na sua intervenção, John Kerry exortou israelitas e palestinianos a viverem em dois Estados separados com base no traçado fronteiriço de 1967 - antes da guerra dos Seis Dias - e considerou que Jerusalém deveria ser a capital dos dois Estados. Kerry indicou que uma "troca de territórios equivalentes" poderia ocorrer para modificar fronteiras, mas só com o mútuo consentimento.

 

 

 




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comentários mais recentes
Pimpongo Sagaz 29.12.2016

John Kerry, fez um comentário sensato e inteligente. Jerusalém seria a capital dos dois estados! Sonhar ñ custa nada...

Anónimo 29.12.2016

O mundo tinha que acabar com os conflitos porque a cada dia morre mais gentes inocentes. Viva o (Donald Trump) Esperemos que em 2017 os estados com todos os seu governantes pensassem nas famílias que estão desamparadas por factor guerra, que em 2017 aja muita paz para o mundo todo. 20 janeiro Trump.