Economia OCDE: Portugal perdeu 65 mil imigrantes em seis anos

OCDE: Portugal perdeu 65 mil imigrantes em seis anos

O número de estrangeiros desceu para 389.000 pessoas em 2015 (menos 1,6% do que em 2014), com a percentagem dos cidadãos oriundos de países lusófonos a abrandar e a situar-se nos 43,5% do total em 2015, indica o relatório da OCDE.
OCDE: Portugal perdeu 65 mil imigrantes em seis anos
Bloomberg
Lusa 29 de junho de 2017 às 10:22

O número de estrangeiros em Portugal diminuiu em 65 mil pessoas em seis anos para 389.000 em 2015, segundo um relatório sobre migração da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), hoje divulgado.

 

Segundo o relatório, o número de estrangeiros em Portugal tem vindo a diminuir, apresentando na balança migratória (emigração-imigração) um resultado negativo de 10.500 pessoas em 2015, embora menos acentuado do que em anos anteriores (-30.100 em 2014 e -37.400 em 2012).

 

O número de estrangeiros desceu para 389.000 pessoas em 2015 (menos 1,6% do que em 2014), com a percentagem dos cidadãos oriundos de países lusófonos a abrandar e a situar-se nos 43,5% do total em 2015, indica o relatório da OCDE.

 

O número de novos residentes autorizados, que havia caído em 2013 para 33.200, aumentou para 37.900 em 2015, com 20.500 desses residentes a serem cidadãos da União Europeia e seus familiares, quando em 2013 eram apenas 15.200.

 

O Brasil continua a ter o maior peso na fatia dos novos residentes em Portugal, com 5.700 em 2015, o que representa uma percentagem de 15%. Segue-se a China, a Roménia, a França e Cabo Verde.

 

O relatório indica também que, desde 2012, o número de mulheres imigrantes tem vindo a diminuir, tendo em 2015 representado menos de metade dos novos residentes em Portugal.

 

Também o número de estudantes internacionais continuou a cair, tendo sido de 3.100 em 2015.

 

O número de pessoas que adquiriu a nacionalidade portuguesa desceu para 40.200 em 2015 (houve 52.400 pedidos), com o Brasil e os países africanos de língua oficial portuguesa a representar 31% e 33% de todas as naturalizações.

 

O número de "vistos gold", concessão de visto de residência a investidores estrangeiros, introduzido em 2013, caiu em 2015 para 800 (mais 1.100 familiares).

 

Esta descida deveu-se à suspensão do programa dos Vistos Gold durante vários meses, devido a uma investigação criminal ligada a este processo administrativo alvo de fraude e outros crimes.

 

A lei dos "vistos gold" foi revista e os procedimentos clarificados, tendo em 2016 o número regressado ao normal, atingindo 1.400 casos, adianta o relatório.

 

Quanto à emigração, o número foi de 101.400 pessoas em 2015 contra 134.500 em 2014, com esta descida a ser mais significativa na emigração de curta-duração, que representa 60% do total.

 

Quase 99% dos emigrantes de longa-duração foram cidadãos portugueses e 68,5% saíram para países da Europa ocidental. Em 2010, apenas 62,5% desses emigrantes tinham escolhido como destino de emigração países da Europa ocidental. Na sua maioria, continuam a ser mulheres trabalhadoras.

 

Por outro lado, na primeira metade de 2016, 300 pessoas pediram asilo político a Portugal, sendo os seus países de origem sobretudo a Ucrânia e Guiné.

 

Em 2015, 190 das 900 pessoas que pediram asilo foram reconhecidas como refugiados, beneficiando de protecção humanitária.

 

Portugal, como membro da União Europeia, comprometeu-se a acolher 500 refugiados até Setembro de 2017, mas até metade de 2016 esse número já tinha atingido os 480.

 




A sua opinião6
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo Há 3 semanas

Claro, os imigrantes geralmente não podem ser funcionários da administração pública. Portanto, se deixam de ter procura de mercado, não há segurança social premium para eles. Só mobilidade especial daqui para fora. Com os indígenas que se predispõem a dar o golpe, já a história é muito diferente obviamente.

comentários mais recentes
Anónimo Há 3 semanas

Claro, os imigrantes geralmente não podem ser funcionários da administração pública. Portanto, se deixam de ter procura de mercado, não há segurança social premium para eles. Só mobilidade especial daqui para fora. Com os indígenas que se predispõem a dar o golpe, já a história é muito diferente obviamente.

Anónimo Há 3 semanas

Portugal devia ter uma politica para os naturais não sairem do Pais e tentar trazer os emigrantes portugueses que emigraram a regressar porque isso de substituir a população por imigrantes oriundos da Asia e da Africa não sei se no futuro será muito positivo?...

Anónimo Há 3 semanas

Pois perdemos 65 mil que não faziam nada, e expulsamos de Portugal 150 mil jovens portuguese licenciados, que queriam trabalhar e o país para esses não tem trabalho, só para imigrantes.

surpreso Há 3 semanas

Portugal "perdeu", ou antes, GANHOU?

ver mais comentários
pub