Angola Odebrecht salva-se em Angola

Odebrecht salva-se em Angola

O grupo brasileiro apanhado pela Operação Lava Jato conseguiu em Angola uma carteira de 1,8 mil milhões de dólares, considerados decisivos para a sobrevivência da sua subsidiária de engenharia e construção.
Odebrecht salva-se em Angola
Reuters
Celso Filipe 16 de outubro de 2017 às 10:53

No Brasil, a Odebrecht é uma das protagonistas do Lava Jato, um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção que começou a ser investigado em Março de 2014. Em Angola, a empresa de engenharia e construção tem encontrado um porto onde se abrigar da tempestade que se abateu sobre a empresa.

Segundo informação divulgada pela própria Odebrecht a analistas, a empresa obteve em 1,8 mil milhões de dólares (1,5 mil milhões de euros) de novas obras em Angola, o que lhe permite mitigar a onda de dificuldades que tem sentido noutras paragens. O jornal Folha de São Paulo lembra que a carteira de encomendas da Odebrecht era de 28,1 mil milhões de dólares (23,7 mil milhões de euros) em 2015, tendo diminuído para 15 mil milhões de dólares (12,6 mil milhões de euros) em Junho deste ano.

O Odebrecht, de acordo com os analistas, terá informado que fechou com o Governo de Angola um acordo de mil milhões de dólares (845 milhões de euros) para a operação de manutenção de três centrais hidroeléctricas, Campanda, Camambe e Laúca. Além deste contrato, a empresa brasileira iniciou este ano as obras de transmissão de energia de Laúca, uma obra de 797 milhões de dólares (647 milhões de euros).

A Folha de São Paulo adianta que as autoridades angolanas irão financiar estas obras com recurso a capitais próprios, dado que o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social) cortou os "empréstimos subsidiados" com que antes financiava este tipo de operações. O mesmo jornal adianta que "os novos contratos conquistados em Angola são vitais para a sobrevivência do braço de engenharia e construção do grupo Odebrecht".

O antigo presidente do grupo, Marcelo Odebrecht, foi condenado em Março de 2016 a 19 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de corrupção activa, lavagem de dinheiro e associação criminosa no âmbito da Operação lava Jato.




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