Orçamento do Estado OE 2017: Imobiliárias dizem que novos impostos vão afugentar investimento

OE 2017: Imobiliárias dizem que novos impostos vão afugentar investimento

O agravamento da carga fiscal sobre o património imobiliário vai castigar um sector que estava a florescer. No final, perderá todo o país. O aviso é da Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal.
OE 2017: Imobiliárias dizem que novos impostos vão afugentar investimento
Miguel Baltazar/Negócios
Negócios 17 de outubro de 2016 às 13:24

A Associação dos Mediadores do Imobiliário de Portugal (ASMIP) "contesta" a aprovação do novo Imposto Adicional ao Imposto Municipal sobre Imóveis (IAIMI) antecipando "consequências negativas no investimento imobiliário com a agravante de perdermos boa parte do já existente".

 

Em comunicado enviado às redacções, a ASMIP refere que iniciar a aplicação do novo impostos nos 600 mil euros com a intenção de isentar os beneficiados nos Vistos Gold, como refere o governo, não produzirá esse efeito porque muitos investidores "se sentirão traídos" com o agravamento fiscal inesperado, "correndo-se o risco de rumarem a outras paragens".

 

"Desta forma perde o país, com a respectiva saída do capital, e a instabilidade e desvalorização do património imobiliário que estas ofertas gerarão num dos sectores pilares da nossa economia", antevê a associação.

 

Outro motivo para saídas de capital, e até de sedes físicas de empresas (não incluídas nas isenções previstas), prende-se com o facto de o IAIMI se aplicar à soma dos Valores Patrimoniais Tributáveis (VPT) de uma entidade, o que não acontecia no anterior imposto. Segundo a associação, existem grupos económicos que pagam impostos integrados no Regime Especial de Tributação dos Grupos de Sociedades (RETGS), que facilmente somarão VPT – não isentos - superiores ao patamar de arranque do IAIMI, podendo alguns equacionar a deslocalização dessas empresas para outros países.

 

"Ora o conjunto destes agravamentos, pode também ser um factor decisivo para a sua saída do país, provocando por arrasto, a colocação de mais imóveis - não produtivos - no mercado com a consequente desvalorização do mesmo, e no final um efeito contrário ao pretendido, ou seja instabilidade no sector imobiliário, e por via disso menor cobrança de impostos", adverte a ASMIP.

"Uma adesão em massa a esta fuga em frente pode provocar um cataclismo de preços no mercado, onde todos ficaremos a perder", sublinha a associação, que contesta ainda o agravamento da taxa de imposto sobre os rendimentos de casas destinadas ao turismo.

"Vemos com enorme preocupação a aplicação destas medidas que pretendem encontrar justificação no encaminhamento das suas receitas para o Fundo de Estabilização da Segurança Social. Sendo 
boa a intenção, criará maiores prejuízos do que vantagens, pela instabilidade no sector imobiliário e seus investimentos, originando que em última instância sejam prejudicados aqueles a quem se pretende proteger", acrescentam.


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mais votado amartins5 17.10.2016

Como os partidos se entenderam relativamente à continuidade da isenção de IMI sobre o património imobiliário que possuem. Aqui esquerda e direita em plena união e casamento. Povo acorda!!!

comentários mais recentes
ahhahahahaha 18.10.2016

Malha neles Costa

IMOBILIÁRIAS DIZEM 18.10.2016

DIZEM. UM SEM ABRIGO AGUENTAVA. ELES AGUENTAM? AI AGUENTAM, AGUENTAM!

IMOBILIÁRIAS DIZEM 18.10.2016

DIZEM. UM SEM ABRIGO AGUENTAVA. ELES AGUENTAM? AI AGUENTAM, AGUENTAM!

IMOBILIÁRIAS DIZEM 18.10.2016

DIZEM. UM SEM ABRIGO AGUENTAVA. ELES AGUENTAM? AI AGUENTAM, AGUENTAM!

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