Economia Offshores: Maria Luís diz que há "incumprimento de lei" por parte do Governo

Offshores: Maria Luís diz que há "incumprimento de lei" por parte do Governo

A ex-ministra das Finanças Maria Luís Albuquerque, deputada do PSD, criticou o Executivo socialista por retirar o Uruguai, a Ilha de Man e Jersey da lista de 'offshores', sublinhando que a lei prevê o envolvimento da Autoridade Tributária.
Offshores: Maria Luís diz que há "incumprimento de lei" por parte do Governo
Bruno Simão/Negócios
Lusa 23 de junho de 2017 às 01:36

"Quanto aos três paraísos fiscais, claro que há incumprimento da lei", afirmou à Lusa Maria Luís Albuquerque, depois de ter sido ouvida quinta-feira na Comissão de Inquérito dos 'Papéis do Panamá' (Comissão PANA), do Parlamento Europeu, em Lisboa.

 

A antiga governante social-democrata vincou que a decisão de retirar 'offshores' da lista negra "não é um mero acto político" e que envolve a Autoridade Tributária (AT) para a sua "verificação técnica".

 

"Este Governo entende que a lei não é vinculativa. Não entendo como é que o Governo não respeita a lei em vigor", lançou a deputada social-democrata.

 

Os eurodeputados da Comissão PANA, que está a investigar alegadas contravenções ou má administração na aplicação das regras europeias relacionadas com o branqueamento de capitais, reuniram-se na quinta-feira com Mário Centeno (ministro das Finanças) e também com os ex-titulares do cargo Maria Luís Albuquerque e Fernando Teixeira dos Santos, entre outros responsáveis.

 

A comissão está em Lisboa até sexta-feira e a lista dos encontros inclui deputados, jornalistas, elementos do Banco de Portugal e a Procuradora-Geral da República, Joana Marques Vidal.




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comentários mais recentes
hahahahahahahahhahahahahaha 23.06.2017

Esta mentirosa a falar de incumprimento? ahhahahaahahhaahaahahhahahahhahhahaha

Ah 23.06.2017

Vai trabalhar aldrabona

Anónimo 23.06.2017

Tal como o livro "Sociedades Offshore e Paraísos Fiscais" de Manuel Poirier Braz elucida muito bem, não é crime usar "offshores". O Instituto de Gestão do Crédito Público, a CP e o Instituto da Segurança Social, entre outras organizações do sector público, têm recorrido com toda a naturalidade às ditas offshores. Não é crime escolher no mercado globalizado de serviços financeiros a oferta de serviços que mais se adequa ao perfil, às necessidades e aos interesses de cada um, especialmente num contexto de falência anunciada do tradicional sistema bancário de retalho em Portugal, não só por este último ser um negócio obsoleto que não quer evoluir com o mercado pois em Portugal tudo é anti-mercado e portanto cego à evolução e à melhoria contínua, como por ter perdido toda a credibilidade ao ficar pejado de criminosos de todos os tipos e feitios. http://www.jornaldenegocios.pt/economia/financas-publicas/detalhe/igcp_cp_e_seguranca_social_usaram_offshores___tsf

Conselheiro de Trump 23.06.2017

As Offshores sao como os partidos q nos tem governado.As pessoas entram e saiem das instituicoes publicas consoante a cor partidaria que governa.Nem faco a minima ideia de quantos serao os q vendem o interesse partidario so para ter direito ao apetecivel encargo.Quem nao se lembra:f amaral,b horta.

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