Justiça Operação Lex: PGR avança que há cinco detidos e outros seis arguidos

Operação Lex: PGR avança que há cinco detidos e outros seis arguidos

Cinco pessoas foram detidas e outras seis constituídas arguidas, pela prática de alegados crimes de tráfico de influência, de corrupção, de branqueamento e de fraude fiscal. O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, e o juiz Rui Rangel são dois dos arguidos.
Operação Lex: PGR avança que há cinco detidos e outros seis arguidos
João Maltez 30 de janeiro de 2018 às 19:49

Cinco pessoas foram detidas e outras seis constituídas arguidas, no âmbito da chamada "Operação Lex", investigação relacionada com suspeitas das práticas de crimes de tráfico de influência, de corrupção/recebimento indevido de vantagem, de branqueamento e de fraude fiscal, avançou esta terça-feira, 30 de Janeiro, a Procuradoria-geral da República, em comunicado à imprensa.

Entre os seis arguidos, segundo a nota da PGR, estão "dois juízes desembargadores e um dirigente desportivo". Uma vez que o caso se encontra em segredo de Justiça, não são mencionados quaisquer nomes, mas segundo informação avançada pela revista Sábado e pelo Correio da Manhã, tendo por base fontes ligadas ao processo, os dois magistrados são Rui Rangel e a sua ex-mulher Fátima Galante; enquanto o dirigente desportivo é o presidente do Benfica Luís Filipe Vieira.

A mesma fonte adianta que entre os detidos estão dois advogados e um oficial de justiça, que serão presentes ao Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça com funções de juiz de Instrução, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação.

Refira-se que, ainda segundo a PGR, tendo por base o Estatuto dos Magistrados Judiciais, a detenção de magistrados judiciais só é possível em flagrante delito, pelo que os dois desembargadores não poderiam ser alvo desta medida de coação.

Ao longo do dia foram realizadas buscas em vários locais, na zona da Grande Lisboa e no Algarve, incluindo no Tribunal da Relação de Lisboa, em empresas, em escritórios de advogados e também em domicílios.

Segundo o comunicado da PGR, estão em causa suspeitas de crimes de tráfico de influência, de corrupção/recebimento indevido de vantagem, de branqueamento e de fraude fiscal.

Nesta processo, o Ministério Público conta com o apoio da Polícia Judiciária na investigação.




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Quem os viu quem os Vê Há 2 semanas

Todos assistimos ontem a um Crime a céu aberto, um Crime Penso eu com origem na Procuradoria da República a mostrar investigações de Crimes, Foi um Fartote para as Televisões de Cabo, como conseguem saber o que se passa com antecedência? Não será por Dinheiro? não é crime? Enfim,a PGR no seu PIOR.

Anónimo Há 2 semanas

Esta "história" de os magistrados só poderem ser presos em flagrante delito, PROVA que os portugueses não são todos iguais perante a lei. Vide artº 3º da Constituição da República Portuguesa.

Anónimo Há 2 semanas

Grupo Cofina no seu melhor, foto de um não arguido quando o caso é sobre o Rangel. Vou contando os dias para este grupo ir à falência, só falta ser declarada pq dinheiro há mto que não há...

General Ciresp Há 2 semanas

Porque se da o nome ALEX a operacao e nao o nome ALEXANDRINO,visto q a cambada e constituida por 11 felinos.Alex e referente a 4 felinos.Fico aguardar.

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