Impostos Ordem dos Contabilistas: Paula Franco assume vitória nas eleições

Ordem dos Contabilistas: Paula Franco assume vitória nas eleições

Maior organização profissional do país, com cerca de 70 mil sócios e um orçamento de 20 milhões de euros, já terá eleito a sua nova bastonária. Resultados oficiais ainda não estão disponíveis.
Ordem dos Contabilistas: Paula Franco assume vitória nas eleições
Bruno Simão
Manuel Esteves 11 de fevereiro de 2018 às 19:25

Paula Franco terá vencido as eleições da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC) que se realizaram na passada quinta-feira. A vitória foi assumida pela candidata da Lista A num curto texto publicado na sua página do Facebook, por volta das 7h30 de sábado, que é acompanhado por um vídeo, onde está reunida com as pessoas que a acompanharam nesta candidatura.



"Queridos colegas, foi uma noite de emoção e sobretudo de grande expectativa. O resultado, esse fala por si", lê-se na página da candidatura "Todos Contam com Paula Franco". Porém, nem no texto nem no vídeo é referido o resultado das eleições. No site da ordem ou da Lista A também não havia referência à contagem de votos.

Segundo o Diário de Notícias da Madeira, a vitória terá sido alcançada por uma curta margem. A candidata da Lista A terá obtido 6.597 votos contra os 5.964 votos da Lista D, encabeçada por José Araújo. Assim, Paula Franco obteve 52,5% dos votos (excluindo votos em branco ou nulos), contra 47,5% do seu adversário, o que representa uma diferença de cerca de 600 votos, um número também noticiado pelo Eco

"É com enorme orgulho mas também com grande sentido de responsabilidade que vamos assumir esta grande tarefa", disse Paula Franco, numa mensagem difundida em video. "Quero agradecer a toda a equipa, a todos os apoiantes e a todos aqueles que com tanta convicção nos apoiaram ao longo de todos estes meses. É isso que nos distingue, são as nossas convicções, vamos trazer isto para a profissão, vamos ser todos unidos e ter uma profissão melhor". O Negócios tentou, sem sucesso, contactar Paula Franco.  

Questionada pelo Negócios em meados de Dezembro sobre a primeira medida que tomaria enquanto bastonária, Paula Franco respondeu com várias propostas: "devolver qualidade de vida aos contabilistas, abrir as contas da ordem e divulgá-las aos contabilistas e dar informação sobre tudo o que se faz na ordem aos contabilistas".

Uma campanha muito disputada

A proximidade nas votações espelha bem a enorme disputa que se travou dentro da ordem. O candidato derrotado, que acolhera apenas 21,3% dos votos na primeira volta contra os 49,3% de Paula Franco, contou com o apoio das outras duas candidaturas.

Este acto eleitoral foi o primeiro desde a morte de Domingues de Azevedo, a 11 de Setembro de 2016, fundador da antiga Associação dos Técnicos Oficiais de Contas e líder histórico da instituição. Foi o primeiro bastonário e sucedeu-lhe Filomena Moreira, que não chegou a ir a votos.

A campanha eleitoral foi muito disputada e concorrida e ficou marcada por vários episódios polémicos. A começar por uma acção em tribunal colocada pela Lista A por alegadas irregularidades nos processos de candidatura de algumas das outras listas.

 

Outra polémica teve a ver com notícias que vieram a lume sobre os elevados salários auferidos pelos responsáveis da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC). Em plena campanha, todos convergiram no sentido de que as remunerações que estão fixadas são exorbitantes e devem baixar, passando os cargos não executivos a ser remunerados através de senhas de presença.

A OCC é uma organização poderosa, com grande capacidade de intervenção pública e à volta da qual gravitam várias figuras influentes. Parte da sua força é justificada com a sua dimensão (tem ao todo 70 mil associados, o que a transforma numa das maiores ordens profissionais do País) mas também com o seu orçamento, que atinge os 20 milhões de euros anuais. Outro ponto de convergência entre os candidatos é a de que é precisa mais transparência e que todos os membros saibam para onde vai o dinheiro.




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comentários mais recentes
Alentejano 12.02.2018

engraçado os contabilistas não saberem onde está e para onde vai o dinheiro? haverá ironia nisto ou é tipo a famosa obra mestra ? a obra prima original se fosse boa demais em vez de dar aceitação numa ordem dava expulsão pois arriscava o ganha pão dos que a avaliavam!

Incognitus 11.02.2018

Os vencimentos chorudos vão à vida! Está mau para os próximos, pois os outros já se governaram e bem! E não fossem eles políticos!

Anónimo 11.02.2018

É inconcebível o bastonário ser eleito com votos que nem representam 10% no universo de membros da Ordem. 5k votos num universo de 70k, representa a vontade da maioria? Não, representa a vontade do universo dos votantes, dos que se quiseram expressar, como eu fiz! A abstenção depois q não se queixe.

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