Emprego Organização Internacional do Trabalho estima queda lenta do desemprego no país até 2019

Organização Internacional do Trabalho estima queda lenta do desemprego no país até 2019

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estimou esta segunda-feira uma descida no desemprego em Portugal a um "ritmo mais lento" este ano e no próximo, projectando uma descida de 9% para 7,3% em 2019 da taxa média anual.
Organização Internacional do Trabalho estima queda lenta do desemprego no país até 2019
Ricardo Castelo/Negócios
Lusa 22 de janeiro de 2018 às 23:42

No seu mais recente relatório sobre tendências do emprego em todo o mundo, hoje divulgado, a OIT estima que "a taxa de desemprego continue a descer em 2018 na Irlanda, Itália e Portugal, mas a um ritmo mais lento do que durante o período [de] 2015 a 2017".

 

Em Portugal, a taxa média de desemprego anual deverá passar de 9% para 7,8% em 2018 e para 7,3% em 2019, segundo as projecções da OIT.

 

Ainda assim, a OIT refere no relatório que "as maiores reduções no desemprego em 2018, na ordem dos dois pontos percentuais, são apontadas para a Grécia e Espanha, onde se estimam taxas de desemprego de 19,5% e de 15,4%, respectivamente".

 

Por seu lado, a taxa de desemprego "deverá manter-se relativamente estável em França, Alemanha e Reino Unido", acrescenta.

 

No conjunto dos países do norte, sul e da Europa ocidental, a OIT projecta uma taxa média de desemprego anual de 8% este ano e de 7,8% no próximo, quando em 2017 rondou os 8,5%.

 

Em causa estão 17,7 milhões de desempregados nesta região em 2018, que passam a 17 milhões em 2019, após um total de 18,6 milhões de desempregados no ano passado.

 

Aludindo ao crescimento económico, a OIT aponta que, em 2017, atingiu-se "a maior percentagem da década", número que deverá, contudo, desacelerar a partir deste ano.

 

No caso de Portugal e de Espanha, esta organização projecta que o crescimento abrande, mas que, ainda assim, fique acima de 2%.

 

No que toca à região do norte, sul e da Europa ocidental, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deverá abrandar de 2,1% em 2017 para 1,8% em 2018 e para 1,6% em 2019.

 

Para justificar o abrandamento neste ano, a OIT destaca, principalmente, a "política monetária mais apertada do Banco Central Europeu", e fala em factores como uma "política fiscal menos favorável, o baixo crescimento dos salários e a persistente tendência do mercado de trabalho" no conjunto destes países.

 

Em causa estão ainda riscos associados às negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia [o chamado 'Brexit'], à maior procura externa devido ao reequilíbrio estrutural na China e ainda às políticas proteccionistas adoptadas por importantes parceiros comerciais, adianta a OIT.




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub