Política Os números do PSD

Os números do PSD

A corrida à liderança do PSD deverá aquecer esta noite quando Santana Lopes e Rui Rio se enfrentarem nos estúdios da RTP. Com a proximidade das directas é possível juntar já um conjunto de dados importantes sobre a escolha do próximo líder.
Os números do PSD
Marta Moitinho Oliveira 04 de janeiro de 2018 às 16:45

90.000 euros

A campanha de Rui Rio deverá custar 90.000 euros, de acordo com o orçamento de campanha entregue pelo candidato no PSD. Na acta que formaliza a entrega da candidatura do ex-autarca do Porto não é explicado onde o dinheiro deverá ser gasto, nem onde serão obtidas as receitas que Rio prevê arrecadar.

 

70.300 euros

Este é o montante que a candidatura de Santana Lopes prevê gastar para concorrer ao lugar de Passos Coelho. O montante do orçamento faz parte da acta de formalização da candidatura do ex-primeiro-ministro à liderança do PSD e não está igualmente explicado. O montante previsto de receitas é igual.

 

70.385 militantes

Este é o número de militantes com quotas pagas, ou seja, com capacidade de voto nas eleições marcadas para 13 de Janeiro. O universo de militantes activos para as directas ficou fechado a 15 de Dezembro. Na área metropolitana de Lisboa e no Porto estão concentrados mais de um terço destes militantes. Nas últimas eleições directas, que aconteceram em Março de 2016, estavam em condições de votar 50.491 militantes.

 

13 de Janeiro

É para este dia que estão marcadas as eleições directas no PSD. Esta será a oitava vez que o partido elege o líder através de directas, já que até então a escolha era feita em congresso. O primeiro presidente do partido a ser escolhido por este método foi Luís Marques Mendes, em Maio de 2006.  

 

37.º Congresso

Este será o 37.º Congresso do partido. O primeiro aconteceu a 23 e 24 de Novembro de 1974. Aconteceu em Lisboa, no Pavilhão dos Desportos, onde Francisco Sá Carneiro foi escolhido como secretário-geral da comissão política nacional do PSD. Francisco Pinto Balsemão, Artur Santos Silva, Carlos Mota Pinto, Marcelo Rebelo de Sousa e Rui Machete foram alguns dos sociais-democratas que na altura foram eleitos para os órgãos no PSD. Depois de eleito o líder, os 960 delegados ao congresso juntam-se em Lisboa, entre os dias 16 e 18 de Fevereiro, para escolher quem dará parte dos órgãos e acompanhará Rio ou Santana na condução do partido.

 

18.º líder do partido

Os militantes vão escolher o 18.º presidente do partido. A disputa é entre Rui Rio e Santana Lopes e um deles vai suceder a Passos Coelho, que é líder do PSD desde Abril de 2010. O antigo primeiro-ministro é o segundo líder mais longo do partido, ultrapassado apenas por Cavaco Silva que esteve à frente do PSD durante 10 anos, entre 1985 e 1995.

3% de crescimento do PIB
É dos poucos números que surge nas moções de estratégia e aparece apenas na de Santana Lopes. O candidato que quer regressar a o lugar que já foi seu quer pôr a economia a crescer acima de 3%. Além disso rejeita a ideia de um défice zero. Apesar deste compromisso, as moções são parcas em metas quantificadas (mais até a de Rui Rio).  




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comentários mais recentes
Foi um Fracasso 05.01.2018

Não esclareceu Nada, por culpa ou Interesse de ambos, e culpa ou incapacidade do Moderador, sai a Próxima TV prejudicada por o desinteresse que este Debate demonstrou, apenas se ficou a saber que ambos apóiam uma Política á Passos Coelho, isso é Grave, ninguém gosta andar às Recusa.

Anónimo 04.01.2018

http://www.pcp.pt/joomla/index.php?option=com_content&task=view&id=31373&Itemid=529

General Ciresp 04.01.2018

O q mandar mais PETARDOS esta condenado porque os petardos vao por certo fazer retorno.Nao faz sentido fantasiar a passada maior q a perna.Os portugueses nao querem salarios altos quando eles nao podem ser dados.Este governo tinha de procurar q o nivel de vida nao esmagasse os salarios dos privados

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