Conjuntura Os seis obstáculos ao crescimento de Portugal

Os seis obstáculos ao crescimento de Portugal

Destaque para a importância do elevado endividamento privado e público, a falta de qualificações de trabalhadores e empresários e, logo atrás, o funcionamento da Justiça.
A carregar o vídeo ...
O Negócios convidou quatro economistas a classificarem por importância seis travões ao crescimento. Um exercício desta natureza tem sempre limitações, desde logo pela exclusão de outros factores relevantes, como os custos da energia, apontados por Luís Mira Amaral; a instabilidade das leis laborais, sublinhada por Luís Campos e Cunha; a instabilidade fiscal, destacada pelos dois ex-ministros; ou a regulação e a política macroeconómica deflacionária europeia, ausências referidas por Ricardo Arroja e Ricardo Paes Mamede, respectivamente. Nos resultados destacam-se a importância do elevado endividamento privado e público, da falta de qualificações de trabalhadores e empresários e, logo atrás, o funcionamento da Justiça.




A sua opinião40
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
mais votado Anónimo 11.05.2017

A manutenção de juros baixos, que é uma medida perfeitamente aceitável no contexto inerentemente deflacionista (aumentavam-se juros no passado, por vezes tremendamente, para combater a inflação em economias "sobreaquecidas") das economias avançadas do mundo desenvolvido motivado pelo progresso da tecnologia e o preço decrescente das matérias-primas, tem de ser encarado como resultado do corrente processo de substituição de factor produtivo trabalho por factor produtivo capital. Dito isto, estes juros baixos servem como incentivo a este processo de substituição. Economias que usam este incentivo e esta conjuntura para se sobreendividarem por via do excedentarismo, da remuneração excessiva e injustificável de factor trabalho muito acima do preço de mercado e portanto encetando um caminho oposto ao processo de substituição descrito anteriormente estão a criar e a adensar futuros problemas de equidade e sustentabilidade para as suas populações. E não há dúvida que a portuguesa é uma delas.

comentários mais recentes
h leitao 12.05.2017

A Divida leva 8 mil milhões ano; era vital a sua reestruturação, se poupássemos 1.5 milhões/ano, era dinheiro que seria aplicado no país. O max que deviamos pagar de juros dos empresti da troika devia ser 1 %. Tudo o que se poupou em cortes foi para o aumento de juros; a despesa do Estado não baixou

Oposição 12.05.2017

No nosso caso deixo de fora a influência perniciosa do comportamento dos Bancos Centrais.O nosso caso é fácil.Uma constituição que decreta no seu preâmbulo o modelo socialista como objectivo a atingir, espartilha a sociedade nesse próprio modelo.Depois um regime que instaurou nas pessoas apenas o sentidos dos direitos adquiridos e onde não se pode despedir individualmente quem não cumpre as suas funções dentro da empresa e the cherry on the top of the cake um governo anti-negócios pelos apoios que escolheu e que pretende ir aos lucros das empresas com derramas especiais e mais impostos extra para financiar uma SS que não é sustentável no modelo que tem e que por isso o governo quer que sejam as empresas que já descontam 24% do rendimento do trabalho que financiem promessas que os políticos fizeram e que por força das circunstâncias não é viável. Acho que está mais que explicado.

Anónimo 12.05.2017

Portugal só teve falencias depois do 25 Abril??? Há seculos que é assim. Não é de agora

Anónimo 11.05.2017

Onde não se pode despedir, onde não deixam desalocar e realocar convenientemente capital e factor trabalho de modo rápido e descomplicado, nunca é possível fundar e sediar grandes empresas como a Siemens, que diga-se, não faz só quadros em Portugal e cria muito mais valor em múltiplas outras áreas de negócio espalhadas pelo mundo. "Siemens AG plans to cut about 2,500 mostly German jobs in a bid to stay competitive amid falling demand in energy, mining and metals" (by Benedikt Kammel, 9 de março de 2016) "German industrial group Siemens will cut a further 4,500 jobs as it battles to cope with subdued economic growth and weak demand from energy customers. The cuts come on top of 7,400 job losses already announced" (by Georgina Prodhan, May 7, 2015) "The company witnessed a major overhaul in the past few years, including around 13,000 job cuts and rearrangement of organisational structure." (by Scott Tindle, 27 Jan 2016).

ver mais comentários
Saber mais e Alertas
pub