Economia OSCOT: Baixa da criminalidade é positiva, mas é preciso estar atento a novos crimes

OSCOT: Baixa da criminalidade é positiva, mas é preciso estar atento a novos crimes

O porta-voz do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo considerou "boas notícias" a diminuição da criminalidade, mas advertiu que é preciso ter em atenção outros tipos de crime, como a cibercriminalidade e o terrorismo.
Lusa 31 de março de 2015 às 00:06

Filipe Pathé Duarte comentava desta forma à agência Lusa os dados do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), divulgados esta segunda-feira e segundo os quais a criminalidade violenta e grave desceu 5,4% em 2014, face ao ano anterior.

 

Segundo o RASI, que apresenta os principais resultados da criminalidade e actividade das forças e serviços de segurança, em 2014 registaram-se 19.061 casos de criminalidade violenta e grave, menos 1086 em relação a 2013.

 

"São boas notícias a diminuição da criminalidade participada, uma tendência que tem vindo a verificar-se, pelo menos desde 2008", e que resulta de "uma maior capacitação e formação dos elementos das várias forças de serviço de segurança" e da "entrega do cumprimento do dever" dos elementos que as compõem, disse o porta-voz do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo (OSCOT).

 

Por outro lado, adiantou, esta diminuição da criminalidade "desconstrói o anátema que associa a crise a um possível aumento da criminalidade, dois factores que não podem ser perspectivados como estando relacionados".

 

Filipe Pathé Duarte advertiu que, não obstante a diminuição da criminalidade, é "preciso também tomar em atenção" a "um determinado tipo de criminalidade que tem vindo a surgir no espaço europeu", nomeadamente a cibercriminalidade e o terrorismo, "fruto do jihadismo de natureza autóctone". "São ameaças que não devemos relativizar", frisou.

 

Disse ainda esperar que estes dados sejam também "condições suficientes" para que o sentimento de insegurança entre a população diminua. "O sentimento de insegurança nem sempre é proporcional à insegurança 'per si'", disse o porta-voz do OSCOT, lembrando que Portugal tem "excelentes níveis de segurança" e índices de criminalidade dos mais baixos a nível europeu.


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