Defesa Paióis de Tancos vão fechar em definitivo por falta de condições

Paióis de Tancos vão fechar em definitivo por falta de condições

O ministro da Defesa confirmou que vai fechar definitivamente os Paióis Nacionais de Tancos devido às dificuldades logísticas de garantir a segurança e acusou o CDS-PP de tentar instrumentalizar politicamente o caso.
Paióis de Tancos vão fechar em definitivo por falta de condições
Força Aérea Portuguesa
Lusa 20 de julho de 2017 às 01:26

Em entrevista à RTP3, Azeredo Lopes esclareceu que o processo de averiguações aberto pelo Regimento de Engenharia 1 do Exército - o que tinha a responsabilidade pela segurança dos paióis na altura do furto - poderá determinar "eventuais responsabilidades disciplinares".

 

O material militar que está actualmente nos PNT será transferido para as instalações militares de Santa Margarida, Santarém, e eventualmente para os paióis da Força Aérea e da Marinha, estes últimos, em Alcochete, com condições de segurança que obedecem aos padrões NATO, disse.

 

Quanto aos Paióis de Tancos, serão definitivamente encerrados pelas "dificuldades logísticas de garantir a segurança dos equipamentos".

 

O ministro reiterou que "não sabia" da existência de qualquer risco de segurança nas instalações de Tancos e acusou o CDS-PP de procurar "instrumentalizar as Forças Armadas" ao pedir a demissão não só do ministro mas do chefe do Estado Maior do Exército.

 

Para Azeredo Lopes, "numa análise de boa-fé", começa a ser "mais discutível a aceitação política desta exigência [a demissão do ministro da Defesa} a partir do momento em que o ministro demonstra que não sabia, não podia saber e que não tinha conhecimento prévio" de riscos de segurança nas instalações de Tancos. "Havia um problema geral quanto a protecção e videovigilância", disse.

 

O Exército divulgou no passado dia 29 de Junho o furto de material de guerra dos paióis de Tancos, Vila Nova da Barquinha, Santarém, com um valor estimado em 34.400 euros. Parte desse material estava obsoleto e indicado para abate desde 2012, disse Azeredo Lopes. 




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mais votado Anónimo Há 4 semanas

Certos portugueses estão a colocar vidas em perigo em Portugal com as suas exigências inusitadas e irrealistas. Pedrógão e Tancos foram o sinal de alarme de que a situação da folha salarial e de pensões está a atingir um ponto de não retorno.

comentários mais recentes
fpublico condenado a 48 anos trabalho/descontos Há 4 semanas

ASSIM VAMOS PERDER A GUERRA VIRTUAL

PQ NÃO METEM OS 300 GENERAIS K GANHAM 5.000€ MES A GUARDAR A POLVORA SECA?

Anónimo Há 4 semanas

O dinheiro que se desperdiça com empresas públicas com excesso de custos salariais como a CGD e a CP ou com o excedentarismo no sector público em sentido lato, dava para investir num bom sistema de segurança, identificação, alarme e video-vigilância nos paióis e arsenais portugueses assim bem como em meios aéreos adequados ao combate a fogos e em equipamento para limpar uma boa faixa de mata junto às estradas do nosso território.

Anónimo Há 4 semanas

A incompetência, o dolo e o desleixo subjacentes aos escândalos de Tancos e Pedrógão são reflexo da incompletude das reformas sugeridas a Portugal pelo FMI, a União Europeia e a própria OCDE. Se o excedentarismo continuadamente subsidiado e o sobrepagamento bem acima do preço de mercado, têm a primazia por parte do poder político e da sociedade em geral, com prejuízo para o investimento reprodutivo, a inovação e o empreendedorismo capazes de criar valor, Tancos, Pedrógão e o 6 de Abril de 2011, serão sempre o corolário lógico de tais opções políticas e desígnios populares.

Anónimo Há 4 semanas

A redução de custos anuais no sector público através do sistema de mobilidade especial ou requalificação dava para ter os paióis vigiados, seguros e protegidos e pagar uma frota de meios aéreos de combate e prevenção de incêndios todos os anos assim como a constituição e manutenção de um bom parque de maquinaria silvícola para limpar zonas problemáticas como a área envolvente daquela recta-crematório da morte. Pedrógão e Tancos não foram uma inevitabilidade! Pedrógão e Tancos são os custos da política assassina da defesa do excedentarismo de carreira sindicalizado.

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