Saúde Pais vão poder estar presentes quando filhos forem anestesiados

Pais vão poder estar presentes quando filhos forem anestesiados

O Ministério da Saúde publicou esta quarta-feira um despacho em que permite que um dos pais das crianças e jovens até 18 anos os acompanhem no bloco operatório enquanto eles são anestesiados, tal como escreveu o Público.
Pais vão poder estar presentes quando filhos forem anestesiados
Ricardo Castelo/Negócios
Negócios 02 de agosto de 2017 às 09:50

O pai ou a mãe das crianças e jovens até 18 anos vai passar a poder estar presentes no bloco operatório a acompanhar os filhos durante a fase de indução da anestesia, quando estes tiverem de ser sujeitos a uma cirurgia. Esta medida, que se enquadra na promoção da "humanização dos serviços", foi hoje publicada em Diário da República e tem como objectivo diminuir a "ansiedade da criança" ou jovem no pré-operatório. Também será permitida a presença de acompanhante na fase de recobro, após a operação.

 

"A indução da anestesia, pode ser uma das experiências mais marcantes da vida da criança ou jovem, existindo estudos que evidenciam a associação significativa entre induções anestésicas difíceis e alterações do comportamento no pós-operatório", lê-se no despacho. "A ansiedade da criança ou jovem e da família tendem a diminuir quando existe suporte emocional no pré-operatório" e "reduz a angústia ao acordar e assim os problemas de comportamento no pós-operatório", defende o despacho assinado pelo secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo.

 

Não será permitida a presença do acompanhante durante a cirurgia, nem com autorização do médico responsável – ao contrário do que o público antecipava, com base numa versão preliminar a que teve acesso.

 

A presença do pai, da mãe ou de uma pessoa que os substitua estará condicionada a uma formação prévia, "através de consultas pré-operatórias a realizar por parte da equipa de saúde, que podem incluir visitas pré-operatórias e vídeos informativos". Passará a haver uma pessoa responsável por acolher o acompanhante da criança ou jovem, que vai "prestar informação prévia acerca da fase de indução anestésica e do recobro".

 

Esse membro da equipa explicará "os procedimentos habituais que ocorrem no decurso das mesmas, quando deve sair do bloco operatório, dos locais em que deve circular e onde deve aguardar pelo término da intervenção cirúrgica". A presença do acompanhante no bloco operatório e no recobro será também permitida quando se trate de cirurgias que envolvam "pessoas maiores de idade", desde que "com deficiência ou em situação de dependência".

 

Os hospitais terão de "implementar as medidas necessárias" para permitirem a presença dos pais de crianças e jovens na indução da anestesia até final do ano. O Público lembra que o colégio da especialidade de anestesiologia da Ordem dos Médicos contestou este ano esta possibilidade, dizendo que não é apropriado ter os pais em "ambiente de sala operatória".




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