Papademos: "Grécia pode entrar em falência desordeira em Março"
04 Janeiro 2012, 18:18 por Sara Antunes | saraantunes@negocios.pt
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O primeiro-ministro grego voltou a apelar para um acordo com a troika e consequente financiamento da Grécia. Caso contrário, "a Grécia enfrenta, em Março, o risco de falência desordeira imediata".
“Em Janeiro, as negociações começaram com a troika com o foco na definição de um plano de ajustamento económico credível para 2012 a 2015”, afirmou Lucas Papademos numa transcrição de um e-mail a que a Bloomberg teve acesso.

“A implementação do acordo para reduzir a dívida e a continuação do financiamento do país depende” desse acordo com a troika. “Sem este, e subsequente financiamento, a Grécia enfrenta, em Março, o risco de falência desordeira imediata”, acrescentou o primeiro-ministro grego.

Este é já o segundo aviso, de forma abrupta, dado por responsáveis gregos em dois dias. Já ontem, Pantelis Kapsis, porta-voz do governo, afirmou que a Grécia terá de sair da união económica e monetária da Europa se a troika – composta pelo FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu – não concluir o acordo com vista à concessão de um segundo pacote de ajuda financeira externa a Atenas, de acordo com declarações feitas à emissora Skai TV, citado pela Reuters.

"O acordo de resgate terá de ser assinado, caso contrário estaremos fora dos mercados, fora do euro", acrescentou ainda Kapsis, sublinhando que "a situação será muito pior".

A Grécia está a negociar as condições do segundo resgate financeiro, no montante total de 110 mil milhões de euros, considerando já o perdão da dívida que está a ser discutido com a banca. A ideia inicial era que os investidores privados fizessem um desconto de 50% da dívida grega detida. Os últimos números apontam para que as negociações estejam a elevar este valor para 75%.

Lucas Papademos passou a liderar o Governo helénico, em Novembro, depois da crise financeira ter acabado por derrubar George Papandreou. O responsável assumiu assim o executivo, automaticamente. Eleições só deverão ocorrer em Abril ou Maio.
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