Ambiente Parceria luso-alemã propõe novo sistema para combater fogos

Parceria luso-alemã propõe novo sistema para combater fogos

Uma empresa de Castelo Branco e uma parceira alemã querem produzir em Portugal um novo sistema de combate aos fogos florestais à base de um cubo de água com uma carga explosiva, foi hoje anunciado.
Parceria luso-alemã propõe novo sistema para combater fogos
Reuters
Lusa 22 de agosto de 2017 às 20:26
O desenvolvimento do projecto, intitulado "CWFS -- Parar os incêndios em Portugal", poderá "mudar o paradigma do combate aos incêndios nos próximos anos", disse à agência Lusa o responsável da PROCIFISC, Filipe Lourenço.

O empresário português e o alemão Herbert Schmidt, responsável da empresa Schmidt - Brandschutz & Löschtechnik e que em 2006 criou o sistema, patenteado em 38 países, incluindo Portugal, fizeram hoje a sua apresentação, em Castelo Branco.

"Serão cubos de água com uma pequena carga explosiva", um método testado em laboratório que "é oito vezes mais eficaz" do que o trabalho habitualmente realizado por meios aéreos, que lançam água para debelar os incêndios florestais, disse Filipe Lourenço.

Igualmente atirados por aviões ou helicópteros sobre as chamas, os cubos com água são desintegrados pela "pequena carga explosiva" ao chegar ao solo, enquanto "milhões de gotas de água" se disseminam em redor, sublinhou.

"Uma pequena quantidade de água, num cubo de plástico, consegue apagar um incêndio com mais eficácia", referiu, explicando que o próprio recipiente se desintegra com a detonação do explosivo.

Herbert Schmidt registou a patente do novo método também em Portugal, onde caducou no ano passado.

"Mas a patente pode ser reactivada pelo inventor do produto", realçou à Lusa o engenheiro Filipe Lourenço, gerente da PROCIFISC, com sede em Castelo Branco, que há 11 anos presta serviços na área da construção civil em vários países.

O empresário salientou, por outro lado, que a União Europeia disponibiliza apoios financeiros dos fundos estruturais para "patentear este tipo de protótipos".

Através de uma "parceria estratégica", as duas empresas pretendem reactivar o registo, avançando com uma candidatura aos fundos europeus, e planeiam montar em Portugal uma fábrica para produção e comercialização do sistema, o que permitirá criar "alguns empregos".

A PROCIFISC é uma empresa de consultoria, engenharia e arquitectura, onde trabalham 10 pessoas que desenvolvem projectos em áreas como turismo, saúde, comércio, indústria e habitação.



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mais votado JCG Há 3 semanas

Eis a indústria e a economia do combate aos incêndios a funcionar. Vai criar não sei quantos empregos... Quanto mais crescer essa indústria maior a necessidade de haver incêndios e cada vez maiores.

Já agora, avanço com uma ideia: como os bombeiros não conseguem atirar água a mais de uns 20 metros, restando apenas os meios aéreos para despejar água por cima dos incêndios em áreas inacessíveis, que tal adaptar canhões para disparar água em cápsulas ou então sob a forma de balas de gelo? talvez fosse possível colocar cargas com alguma precisão - podiam dar utilidade aos militares da artilharia pesada - a centenas ou até kms de distância. A ideia é grátis, que alguém a aproveite.

comentários mais recentes
Camponio da beira Há 3 semanas

E eu apensar que o Supremo magistrado da nação ia obrigar os juizes a cumprir a lei e prender os crimosos reincidentes, sob pena de serem responsabilizados...

JCG Há 3 semanas

Mesmo que as árvores ardam todas, continuarão a haver incêndios todos os anos porque os pastos nascem e crescem todos os anos. Só o deserto - areia e cascalho - acabará com os incêndios rurais. Mas depois dos rurais virão os urbanos. A partir do momento em que se criou uma indústria do combate ao fogo, criaram-se os mecanismos que vão gerar o fogo.

Mr.Tuga Há 3 semanas

Já não existe quase nada mais para arder cá na POCILG*A PESTILENTA da Europa... Deixa arder o que resta e acabam-se os incêndios... e a FLORESTA!

JCG Há 3 semanas

Eis a indústria e a economia do combate aos incêndios a funcionar. Vai criar não sei quantos empregos... Quanto mais crescer essa indústria maior a necessidade de haver incêndios e cada vez maiores.

Já agora, avanço com uma ideia: como os bombeiros não conseguem atirar água a mais de uns 20 metros, restando apenas os meios aéreos para despejar água por cima dos incêndios em áreas inacessíveis, que tal adaptar canhões para disparar água em cápsulas ou então sob a forma de balas de gelo? talvez fosse possível colocar cargas com alguma precisão - podiam dar utilidade aos militares da artilharia pesada - a centenas ou até kms de distância. A ideia é grátis, que alguém a aproveite.

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