União Europeia Parlamento dá luz verde. Britânicos regressam às urnas em 8 de Junho

Parlamento dá luz verde. Britânicos regressam às urnas em 8 de Junho

Por uma maioria esmagadora, a Câmara dos Comuns deu autorização ao governo para antecipar eleições.
Parlamento dá luz verde. Britânicos regressam às urnas em 8 de Junho
Negócios com Lusa 19 de abril de 2017 às 15:00

O parlamento britânico autorizou esta tarde, por uma vasta maioria – 522 votos a favor, 13 contra -, o governo a convocar eleições antecipadas para 8 de Junho.

Nos termos da Lei do Parlamento de Prazo Fixo, ("Fixed Term Parliament Act"), aprovada em 2011, as eleições legislativas são automaticamente realizadas de cinco em cinco anos, pelo que as próximas teriam lugar Maio de 2020. Porém, a lei permite que o parlamento antecipe a data se dois terços dos deputados o aprovarem, como sucedeu nesta quarta-feira, 19 de Abril.

O partido Conservador tem 330 deputados, menos 104 do que os 434 necessários para aprovar sozinho a proposta. Porém, contou com o apoio do partido Trabalhista, que tem 229 assentos na Câmara dos Comuns, e dos Liberais Democratas, que possuem nove deputados.

Ainda assim, nem todos os deputados seguiram a indicação dos respectivos partidos, alegando razões pessoais para votar contra eleições antecipadas. O Partido Nacionalista Escocês (54 deputados) absteve-se.

Theresa May surpreendeu meio-mundo nesta semana, ao antecipar eleições, depois de, em Setembro, ter garantido: "Não irei convocar eleições antecipadas. Fui muito clara ao dizer que precisamos de estabilidade". Usando o mesmo argumento da estabilidade, a primeira-ministra quer agora eleições, frisando que cada voto no seu partido Conservador será um voto a mais a fortalecer a posição do governo britânico nas negociações do Brexit, essencial para obter um bom acordo.

A chefe do governo entende ser do "interesse nacional" realizar estas eleições agora, enquanto os restantes 27 Estados-membros da UE concertam a sua posição e as orientações para o 'Brexit'. Os líderes europeus reunir-se-ão em cimeira no dia 29 de Abril, sendo esperado um documento com as orientações finais até ao final de Maio.


"Cheguei à conclusão que a resposta para essa questão é organizar umas eleições agora, nesta janela de oportunidade antes que comecem as negociações", vincou Theresa May. Theresa May acusou partidos da oposição de se oporem e atrapalharem o trabalho do governo para o 'Brexit' e entende que as eleições servirão para clarificar e reforçar a posição do executivo.


Na sua intervenção, o líder do partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, tentou desmontar as intenções da líder dos 'Tories'. "A primeira-ministra disse que convocou as eleições para que o governo possa negociar o 'Brexit'. Nós tivemos um referendo que determinou esse mandado e o parlamento votou aceitando o resultado", lembrou.

 

Segundo Corbyn, "não há obstáculos à negociação do Governo, mas em vez meter mãos à obra, a primeira-ministra finge estar prisioneira dos Liberais Democratas, que alegadamente disseram que iriam travar o governo".

O líder do principal partido da oposição acusou ainda os Conservadores de quererem usar o 'Brexit' para transformar o país "num paraíso fiscal de baixos salários". Pelo contrário, afirmou, o Partido Trabalhista "investirá em todo o país para criar uma economia de salários altos e qualificações elevadas em que todos partilhem as recompensas".



(notícia actualizada às 15h15)

 

Theresa May surpreendeu meio-mundo nesta semana, ao convocar eleições, depois de, em Setembro, ter garantido: "Não irei convocar eleições antecipadas. Fui muito clara ao dizer que precisamos de estabilidade". Usando mesmo argumento da estabilidade, a primeira-ministra quer agora eleições, argumentando que cada voto no seu partido Conservador será um voto a mais a fortalecer a posição do governo britânico nas negociações do Brexit.
Theresa May surpreendeu meio-mundo nesta semana, ao convocar eleições, depois de, em Setembro, ter garantido: "Não irei convocar eleições antecipadas. Fui muito clara ao dizer que precisamos de estabilidade". Usando mesmo argumento da estabilidade, a primeira-ministra quer agora eleições, argumentando que cada voto no seu partido Conservador será um voto a mais a fortalecer a posição do governo britânico nas negociações do Brexit.
Theresa May surpreendeu meio-mundo nesta semana, ao convocar eleições, depois de, em Setembro, ter garantido: "Não irei convocar eleições antecipadas. Fui muito clara ao dizer que precisamos de estabilidade". Usando mesmo argumento da estabilidade, a primeira-ministra quer agora eleições, argumentando que cada voto no seu partido Conservador será um voto a mais a fortalecer a posição do governo britânico nas negociações do Brexit.



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