Lei Laboral Parlamento francês autoriza reforma laboral de Macron

Parlamento francês autoriza reforma laboral de Macron

O parlamento francês deu autorização definitiva para que o Presidente, Emmanuel Macron, possa aprovar por decreto a reforma laboral, um projecto muito criticado pela oposição de esquerda.
Parlamento francês autoriza reforma laboral de Macron
Reuters
Negócios com Lusa 02 de agosto de 2017 às 22:12

O Senado foi a segunda das duas câmaras do parlamento a dar luz verde ao projecto de lei que permite ao Presidente levar a cabo a polémica reforma sem necessidade de mais debate, cumprindo assim uma das suas promessas eleitorais.

 

O voto dos senadores franceses, com 225 a favor e 109 contra, ocorreu um dia depois da votação dos deputados, dando por concluído o debate parlamentar.

 

O Governo francês apresentará em finais deste mês o seu projecto definitivo de revisão da lei laboral aos patrões e aos sindicatos, que terão posteriormente de o assinar.

 

Entre os pontos mais controversos que o Executivo quer ver aplicados estão a negociação ao nível das empresas para criar condições laborais e a redução das indemnizações por despedimento.

Bruno Le Maire, ministro francês das Finanças, descreveu esta reforma do mercado laboral como "a mãe de todas as reformas"

O Executivo gaulês prepara-se assim para aprovar mudanças nas linhas gerais do código do trabalho e vai negociar, durante o Verão, com os sindicatos e com os grupos patronais estas mudanças.

"A reforma do mercado laboral é a mãe de todas as reformas, tanto do ponto de vista económico como do ponto de vista social", disse Le Maire ao Le Figaro, a 24 de Junho, citado pela Bloomberg. "Enquanto o contexto é favorável, não podemos perder um minuto".

A flexibilização do código do trabalho em França foi uma das bandeiras de Emmanuel Macron durante a campanha eleitoral. 




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comentários mais recentes
P. 03.08.2017

Copio as letras deste
"As reformas não podem ser só cortes do lado dos trabalhadores e benefícios para o patronato, a mãe de todas as reformas de Macron parece ser um impulso na chinezização da UE q no limite quer nos pôr a todos a trabalhar por um prato de arroz sem nenhum direito como na China"

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