Europa Partido Pirata fica aquém das sondagens na Islândia

Partido Pirata fica aquém das sondagens na Islândia

Islandeses optaram pela estabilidade nas eleições gerais realizadas no sábado, com o Partido da Independência, que faz parte da coligação no Governo, a ser o mais votado.
Partido Pirata fica aquém das sondagens na Islândia
Reuters
André Veríssimo 30 de Outubro de 2016 às 17:23

As sondagens apontavam para uma possível vitória do Partido Pirata, uma força política anti-sistema, nas eleições de sábado. Acabou por ficar em terceiro, com 15% dos votos.

A vitória foi para o Partido da Independência, que fazia parte da coligação no Governo, que arrecadou 29% dos votos. Já o Partido Progressista, até aqui a maior força política, sofreu um retumbante derrota, perdendo mais de metade dos votos. Conseguiu apenas 10,5%.

David Gunnlaugsson, o antigo primeiro-ministro do Partido Progressista, foi forçado a demitir-se depois de o seu nome ter aparecido nos "Panama Papers" como um dos responsáveis políticos com dinheiro em paraísos fiscais.

Com a crise financeira de 2008, que provocou um colapso na economia islandesa, ainda na memória dos eleitores, a que se somaram os casos de evasão fiscal, as sondagens apontavam para um resultado muito forte do Partido Pirata, que acabou por não acontecer. 


Birgitta Jónsdóttir, co-fundadora e líder do partido
, mostrou-se, ainda assim, muito satisfeita com o resultado. "As nossas previsões internas apontavam para um resultado entre 10 a 15%, portanto ficámos no topo do intervalo. Sabíamos que nunca chegaríamos aos 30%", afirmou, citada pela Reuters. Criado em Novembro de 2012, o partido que defende o fim dos direitos de autor e a democracia directa com referendos regulares à população, teve 5% dos votos nas anteriores eleições.

Em segundo lugar nas eleições ficou o Movimento dos Verdes de Esquerda, com cerca de 16%.


Bjarni Benediktsson, líder do Partido da Independência e actual ministro das Finanças, afirmou à Reuters que esperava reunir-se este domingo com o Presidente da República para formar um governo de coligação, provavelmente com três partidos.

O Partido Reformista, uma nova força política, pode vir ser fulcral para as aspirações de Benediktsson. O partido, liberal e pró-europeu, conseguiu cerca de 10% dos votos.

 




A sua opinião0
Este é o seu espaço para poder comentar o nosso artigo. A sua opinião conta e nós contamos com ela.
Faltam 300 caracteres
Negócios oferece este espaço de comentário, reflexão e debate e apela aos leitores que respeitem o seu estatuto editorial, promovam a discussão construtiva e combatam o insulto. O Negócios reserva-se ao direito de editar, apagar ou mesmo modificar os comentários dos seus leitores se atentarem contra o bom senso e seriedade.O acesso a todas as funcionalidades dos comentários está limitada a leitores registados e a Assinantes.
comentar
pub
pub
pub
pub