Economia Passos acredita numa “descida significativa” dos juros da dívida se TC der luz verde às medidas do Governo

Passos acredita numa “descida significativa” dos juros da dívida se TC der luz verde às medidas do Governo

O primeiro-ministro lamenta que continuem a persistir dúvidas sobre as medidas que asseguram o controlo da dívida pública, referindo-se à possibilidade de um chumbo do Tribunal Constitucional à convergência das pensões entre o público e o privado.
Passos acredita numa “descida significativa” dos juros da dívida se TC der luz verde às medidas do Governo
Ana Luísa Marques 12 de dezembro de 2013 às 21:21

Pedro Passos Coelho afirmou esta quinta-feira, 12 de Dezembro, em entrevista à TVI, que as taxas de juros da dívida pública só vão começar a descer para níveis sustentáveis quando o País for capaz de “mostrar que a qualidade da consolidação orçamental” permite assegurar excedentes orçamentais nos próximos anos.

 

Nesta matéria, lamentou o primeiro-ministro, continua a existir “alguma incerteza”. “Enquanto persistirem dúvidas sobre as medidas que asseguram o controlo da dívida, é natural que exista alguma dúvida por parte dos mercados”, afirmou Pedro Passos Coelho, garantindo que assim que essas dúvidas forem dissipadas, “teremos uma descida significativa das taxas de juro” da dívida pública.

 

O Tribunal Constitucional tem até 20 de Dezembro para avaliar a lei da convergência das pensões, sendo que deverá também ser chamado a pronunciar-se, em 2014, sobre várias normas do Orçamento do Estado. 

 

Pedro Passos Coelho recusou fazer cenários sobre a decisão do Tribunal Constitucional sobre a convergência das pensões, garantindo que não parte do “princípio que o tribunal vá chumbar as medidas”. O primeiro-ministro reafirmou, assim, que o Governo não tem um plano B e não discutiu ainda “medidas alternativas” a um possível chumbo do Tribunal Constitucional.   

 

Questionado se um chumbo à convergência das pensões entre o público e o privado obrigará o Governo a aplicar mais medidas de austeridade, Pedro Passo Coelho recusou responder à pergunta mas garantiu que “uma derrapagem do défice [orçamental] não é uma opção”. 

 

O reforço da ideia de que não há plano B ao chumbo da troika foi avançado esta semana, pelo primeiro-ministro, em entrevista ao Negócios.

 

“Tenho dito que não temos um plano B e não vou introduzir mais ruído à volta desta matéria até ser conhecida a decisão do Tribunal Constitucional”, disse Pedro Passos Coelho numa entrevista em que assegurou que o Governo está coeso.

 




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