Economia Passos Coelho acusa Governo de subir pensões e não pagar a hospitais e bombeiros

Passos Coelho acusa Governo de subir pensões e não pagar a hospitais e bombeiros

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou hoje o Governo de aumentar as pensões a pensar nos votos em vésperas de eleições e ficar a dever aos bombeiros e deixar os hospitais sem especialistas.
Passos Coelho acusa Governo de subir pensões e não pagar a hospitais e bombeiros
O presidente do PSD acusou o Governo de aumentar as pensões a pensar nos votos em vésperas de eleições e ficar a dever aos bombeiros e deixar os hospitais sem especialistas.
Lusa 01 de julho de 2017 às 18:58

"O Governo este ano, em vésperas de eleições, escolheu aumentar um bocadinho as pensões a pensar nos votos, evidentemente, mas não teve o dinheiro que era necessário para poder pagar a especialistas que pudessem, nos hospitais, resolver os problemas que estão por resolver, nem teve o dinheiro que era necessário para pagar aos bombeiros o transporte de doentes, que o Ministério da Saúde não paga", acusou o presidente do PSD, pedro Passos Coelho.

 

O líder social-democrata falava, em Alfândega da Fé, no distrito de Bragança, na apresentação do candidato à Câmara local, Vitor Bebiano, que encabeça a lista da coligação PSD/CDS-PP.

 

Passou Coelho considerou que neste concelho transmontano "sente-se em particular" o que classificou da "ilusão" que o Governo socialista cria nas pessoas "de que os problemas não existem".

 

"Como são os socialistas a governar, as dificuldades já não existem e está tudo bem. Pode-se ficar a dever aos bombeiros, pode não haver os especialistas nos hospitais, podem as cirurgias não ser feitas, desde que não seja o PSD e o CDS-PP a governar, o Serviço Nacional de Saúde está bem, não há problema", declarou.

 

Passos avisou os socialistas, que são também poder no concelho de Alfândega da Fé, onde discursava, de a demagogia faz perder "um bocadinho a noção de realidade".

 

"Podem andar muitos satisfeitos com as sondagens, mas poderão vir a ter a mesma surpresa que outros tiveram em eleições quando se ficaram a olhar para as sondagens", afirmou.

 

O líder do PSD insistiu que "não basta ter escolas e hospitais se não estiverem lá os profissionais necessários e se as pessoas tiverem que aguardar um ano, dois anos, três anos, pela consulta de especialidade, se não tiverem a oportunidade de terem a cirurgia que é necessária no tempo útil".

 

"Podemos encher os discursos com palavras muito bonitas, dizer que conversamos com toda a gente, mas o que vemos é que os problemas se não resolvem, pelo contrário", continuou.

 

A vice-presidente do CDS-PP, Cecília Meireles, participou também na apresentação do candidato autárquico em Alfândega da Fé, onde falou de proximidade para criticar também o Governo do PS.

 

"Para mim é incompreensível nós termos governantes, e designadamente um primeiro-ministro que faz muitas perguntas, que certamente pede muitas explicações, mas que nunca as dá, nunca dá respostas, nunca dá explicações e nunca assume as responsabilidades", declarou.

 

Proximidade é, para a dirigente do CDS-PP, "cada vez que um cidadão faz uma pergunta, ter respostas para assumir, não é desculpar-se com os serviços".

 




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mais votado Anónimo 01.07.2017

Depois das falências de municípios, algumas empresas industriais e instituições financeiras de renome nos Estados Unidos da América, a que se juntaram alguns resgates governamentais, motivadas pelo excedentarismo e a sobrecapacidade que eram o reflexo da excessiva rigidez atingida nos mercados de factores produtivos ligados a estes sectores, negócios e cidades nos Estados Unidos da América aprenderam a fazer mais com menos factor trabalho alocado. Este processo ainda não terminou. Continua a passo acelerado. Em Portugal e Grécia, pelo contrário, ainda nem começou. O excessivo peso do turismo e da administração pública nessas economias, a par dos baixos níveis de transparência, não ajudarão certamente. Mas algo terá que ser feito nesse sentido. O sentido do progresso que conduz à equidade, sustentabilidade e prosperidade. “Businesses and cities have learned to make do with fewer people.” https://blogs.wsj.com/economics/2013/10/23/u-s-cities-still-reeling-from-great-recession/

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pertinaz 03.07.2017

CARREGA PASSOS...!!!... ESTÁ EM CURSO UMA DITADURA...!!!

O que tu és é Nazi, seu porco 02.07.2017

O tipo q vomita o impropério de q "Obama foi um fanático ultra neoliberal", pretendendo branquear a governação da direita radical do vígaro PASSOS e - essa sim, e em alto grau - ultraliberal, deve ser, no mínimo, nazi
De notar q, nos 4 anos de roubo do pulha PASSOS, os + ricos duplicaram fortunas

Anónimo 02.07.2017

Em comparação com Marcelo e o seu governo das esquerdas unidas, Obama foi um fanático ultra neoliberal. As pessoas mais desatentas ou distraídas deviam ter consciência disto. Cabe a órgãos de comunicação social como o Jornal de Negócios, de forma pedagógica, a facilitação dessa informação verídica e oportuna à luz dos desafios que Portugal e os portugueses enfrentam e dos quais muitos nem se apercebem. Foi lamentável o que aconteceu em Pedrógão Grande e em Tancos por causa do investimento público ter sido cortado pelo governo socialista para o nível mais reduzido desde 1960 para equilibrar contas públicas pressionadas pela patologicamente extensa e criminosamente hiperinflacionada folha salarial e de pensões do Estado. "Job shifts under Obama: Fewer government workers, more caregivers, servers and temps" www.pewresearch.org/fact-tank/2015/01/14/job-shifts-under-obama-fewer-government-workers-more-caregivers-servers-and-temps/

Anónimo 02.07.2017

O objectivo é o Poder e os meios utilizados para o alcançar não importa. O povo o que quer é receber dinheiro não importa que a casa esteja falida , os que andam vir que se amanhem e o último que feche a porta...a teoria do "Oh Abreu dá cá o meu" está na moda é barata e dá milhões de votos.

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