Economia Passos Coelho: Debate sobre crescimento e austeridade é "infantil"

Passos Coelho: Debate sobre crescimento e austeridade é "infantil"

O primeiro-ministro garante que não foi por falta de financiamento que Portugal não cresceu na última década. Olhando para o futuro, Passos Coelho quer colocar a natalidade no centro do debate público.
Passos Coelho: Debate sobre crescimento e austeridade é "infantil"
Miguel Baltazar/Negócios
Ana Luísa Marques 29 de outubro de 2014 às 17:25

"O debate mais infantil a que tenho assistido desde o início da crise da dívida é o debate sobre o crescimento e a austeridade. Ele tenta resolver [um problema] – como é próprio das crianças – apresentando um desejo sem atender à realidade. Não há ninguém na Europa que não queira crescer. Desde que Portugal integrou a moeda única nunca tivemos um período com tanto financiamento para crescer. Não foi por falta de financiamento que Portugal não cresceu", disse o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho na sessão de encerramento das comemorações do 36º aniversário da UGT.

 

Referindo-se aos últimos dez anos da economia portuguesa, Pedro Passos Coelho lamentou que esta tenha parado, "enquanto a economia mundial crescia". "Vivemos uma estagnação económica e política e o colapso de 2011 [ano em que Portugal recorreu à ajuda externa] foi consequência dessa situação", afirmou o chefe do Governo.

 

"Perante as lições dos últimos anos temos que ser exigentes sobre o futuro do País. Não nos podemos contentar com páginas vazias. Temos que pôr as diferentes estratégias em cima da mesa e evitar a crítica pela crítica. Queremos uma discussão informada sobre objectivos concretos", apelou Pedro Passos Coelho.

 

O primeiro-ministro pretende colocar a natalidade no centro do debate público. "Há vários meses que insisto na necessidade de colocar a natalidade no topo do debate público. Este tema tem uma profundidade e seriedade que nos obriga a agir agora. Não há margem para mais adiamentos", sublinhou o primeiro-ministro, destacando que o programa que o Governo quer levar a cabo exige a "difícil conciliação da vida profissional com as obrigações de maternidade e paternidade". "Queremos facilitar, cada vez mais, a vida das famílias e os seus projectos. Esta estratégia é fundamental para o futuro do País" e não se "resume a incentivos fiscais". Passos Coelho considera que estas medidas fiscais representam uma questão de justiça e não de incentivos.  

 

Recorde-se que a partir do próximo ano, a forma como os filhos vão passar a ser considerados no IRS vai mudar. O rendimento colectável deixará de ser dividido apenas pelos cônjuges, como até aqui, mas passará a ser dividido também pelo número de filhos (e ascendentes muito pobres) aos quais será dado um peso de 0,3 a cada um, com um limite máximo de aproveitamento por cada agregado. Ou seja, um casal com dois filhos verá o seu rendimento colectável dividido por um quociente de 2,6 (actualmente os filhos não são considerados no apuramento ao rendimento colectável, mas apenas nas deduções pessoais e nas deduções de despesas).


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mais votado Anónimo 29.10.2014

REINTEGRAÇÃO !

O PIEGAS QUE DIZ AOS CIDADÃOS PARA EMIGRAREM , QUE FAZ CORTES NO RENDIMENTO MINIMO GARANTIDO, NOS SUBSÍDIOS DE DESEMPREGO , QUE ACHA QUE OS IDOSOS SÃO SÓ DESPESA . ..... QUE AFIRMA QUE OS PORTUGUESES VIVEM ACIMA DAS SUAS POSSIBILIDADES.....

O PIEGAS QUE FAZ O MAIOR AUMENTO DE CARGA FISCAL , FOGE AOS IMPOSTOS COM MANOBRAS DE BASTIDORES E QUE INTRODUZ A PENHORA AUTOMÁTICA

O PIEGAS QUE OBRIGA QUALQUER CIDADÃO QUE SE CANDIDATE A RECEBER O RENDIMENTO MINIMO GARANTIDO A FAZER UM STREAP TEASE DAS SUAS CONTAS BANCÁRIAS

O PIEGAS QUE SE ACHA UMA VITIMA EM TUDO E UM COITADINHO QUE NECESSITA DE 60 MIL EUROS PARA SEGUIR A SUA VIDA E SE SENTIR AMPARADO OU MORRE NA RUA, POIS É UM INCOMPETENTE QUE A UNICA COISA QUE SABE É DESMANTELAR UM PAÍS E ENTREGÁ-LO A AMIGOS , UM POSSO DE FAVORES E LÓBIS E QUE TEM UM TOTAL DESRESPEITO PELOS CIDADÃOS , PARA NÃO DIZER UM PEQUENO ÓDIO . UM HIPÓCRITA FALSO MORALISTA RATO DO PORÃO QUE NEM A DIGNIDADE TEM DE ASSUMIR OS SEUS ACTOS. UMA VITIMA COVARDE .

QUE OS TEUS 60 MIL EUROS, PAGOS POR MUITO PORTUGUESES COM O SEU ORDENADO MINIMO , POR MUITOS IDOSOS COM REFORMAS DE 200 EUROS , POR MUITOS ACTUAIS DESEMPREGADOS ( QUE RESULTARAM DA TUA INCOMPETÊNCIA ) E MUITOS ACTUAIS EMIGRANTES TE TENHAM AJUDADO NA TUA ZONA DE CONFORTO

comentários mais recentes
Idiots hunter 30.10.2014

Numa família, o dinheiro chega à conta bancária através de duas vias principais: salários e pedido de empréstimos.
Num país, o dinheiro chega aos cidadãos, também, através de duas vias: PIB (riqueza produzida) e empréstimos.
Grosso modo, o estado da economia reflete-se no PIB. No entanto, um PIB elevado consequência de uma economia estapafurdicamente endividada, como tem sido o caso nacional, é um PIB ilusório que mais tarde ou mais cedo terá de ser corrigido e com custos elevados.
Espera-se que, a partir de agora, se sigam as "lessons learned" desta crise.
Para além disto, tudo o que se afirmar, não passa de demagogia ou "infantilidades" como diz o PM.

Anónimo 30.10.2014

olha, agora até já se viram para os que ainda não nasceram para lhes sacar impostos.

Anónimo 30.10.2014

Para ti todos os debates são ridículos não é Pedro Coelho?O que está bem é um pais medíocre e pobre sem debate público e onde ninguém é punido pelos seus erros!Manter tudo como está!!

Anónimo 30.10.2014

a politica dos Governos dos ultimos 40 Anos, com todos os debates e todas as propostas de todos os lados, redundou somente no AUMENTO da Carga Fiscal para acompanhar a subida da DESPESA. Pelos vistos querem debater a maneira como ENGANAR os portugueses para lhes impingir mais impostos.

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